sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Apresentações 2015 - Ferrari SF15-T

Uma hora depois da apresentação do carro da Sauber, a Ferrari apresentou em direto de Maranello o seu novo carro, o Ferrari SF15-T, o carro que Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen irão guiar na temporada de 2015. O SF15-T, projetado por James Allison, cumpriu com as novas regras, nomeadamente no desenho do nariz, que recebeu um declive mais suave e mais prolongado. As asas e os flancos receberam um novo desenho.

Sobre o chassis, o projetista britânico falou que as expectativas só serão dissipadas quando Kimi Raikkonen fora para a pista e experimentá-lo, nos testes de Jerez. "Nós só vamos saber isso com certeza absoluta apenas quando Kimi for para a pista, mas eu acredito realmente que a SF15-T vai se ajustar ao Kimi, tanto com relação ao acerto quanto no que diz respeito às frenagens, especialmente na parte traseira", começou por explicar.

Quanto às expectativas, Allison afirmou que não as tenham muito elevadas: "Ninguém nunca disse que a Formula 1 era fácil. Vai ser um enorme desafio para todos nós, especialmente com relação a vitórias, mas acho que demos passos importantes no que diz respeito ao carro deste ano e espero que isso se traduza em um avanço significativo", concluiu.

Maurizio Arrivabene, o novo diretor desportivo da marca, que substituiu Marco Mattiacci à frente de Scuderia, afirmou que o novo carro, apesar de ser "muito sexy", espera que seja um bólido vencedor. "Enzo Ferrari disse há muito tempo que o melhor carro é o carro vencedor", começou por afirmar.

"No ano passado, tivemos um carro feio e que não era também vencedor. Mas eu gosto do carro deste ano em termos de estética. Eu não sei nada sobre o desempenho, mas a SF15-T é realmente muito sexy", continuou.

"Ninguém tem a magia de mudar as coisas quando o que precisa ser mudado é imutável. O carro está pronto. E está pronto desde dezembro do ano passado, para ser honesto. Nós apenas fizemos algumas modificações. Com isso, eu não posso dizer que vamos vencer o campeonato, mas com certeza estamos empenhados em ganhar pelo menos duas corridas", concluiu.

Quanto aos pilotos, Sebastian Vettel, que chegou à Scuderia após seis temporadas na Red Bull, mostrou cautela sobre o novo, mas ao mesmo tempos se mostra animado pelo novo desafio na Ferrari. "Para mim é uma mudança, uma nova expriência. O carro está lindo. É um trabalho em conjunto e sempre animador todo ano quando você faz o primeiro pit-stop é fantástico. Não posso esperar para ir à pista", começou por afirmar o tetracampeão alemão.

"Obviamente que mudar de equipa existem muitas diferenças. Não tanto por causa da posição de piloto, em si, porque podemos pedir as coisas como gostamos, mas por fatores como o volante, desenho e estratégia. As pessoas falam das mesmas coisas só que noutro idioma. Acredito que tenho bastante tempo até o início da temporada para nos acertar", concluiu.

Sobre a parceria com Kimi Räikkönen, o piloto alemão, amigo pessoal do finlandês, foi elogioso. Disse não esperar problemas e que Räikkönen é sincero, além de ser veloz. "Não espero problemas. Vai ser difícil vencer dele na pista, porque é um piloto muito rápido. Fora da pista nós nos damos muito bem, geralmente não tem muitas palavras trocadas, mas ele é muito direto, e isso é algo que eu admiro e não acontece tanto na Formula 1", elogiou.

A Ferrari vai estar nos testes de pré-temporada que começarão este domingo em Jerez, com Kimi Raikkonen ao volante.

Apresentações 2015: Sauber C34

Em Hinwill, a Sauber mostrou por fim o seu modelo C34. Pintado de azul e amarelo, as cores do seu grande patrocinador, o Banco do Brasil (graças a Felipe Nasr), o novo modelo espera ser bem melhor do que o carro anterior, que se revelou um verdadeiro desastre e fez com que a equipa não pontuasse pela primeira vez desde a sua temporada de estreia, em 1993.

Para Monisha Kalternborn, a responsável da marca, o desejo é deixar a temporada de 2014 para trás. “2014 foi um mau ano, mas isso já passou e agora estamos focados no que aí vem. Aprendemos muito e estamos confiantes para a nova época. Temos que melhorar e lutar por lugares nos pontos. Os nossos novos pilotos são uma lufada de ar fresco, são talentosos e estão altamente motivados. Estou confiante” disse Kaltenborn, que permanece na liderança de uma equipa que vai para a sua 23ª época na F1 sendo a quarta mais antiga do plantel. Será o sueco Marcus Ericsson o piloto encarregue do primeiro dia de testes em Jerez, que começam no domingo", comentou.

Felipe Nasr, o brasileiro que fará a sua temporada de estreia na Formula 1, diz que está a preparar-se para os desafios que aí vêm. Na minha temporada de estreia, há muito a aprender, especialmente por eu não ter andado em alguns circuitos ainda. Em geral, estou pronto para encarar este desafio”, começou por afirmar. 

No meu papel de reserva e piloto de testes da Williams no ano passado, eu estive envolvido em todos os finais de semana de corrida. Além disso, tive a chance de guiar o carro algumas vezes, então acho que tenho um certo entendimento de como é a Formula 1. Agora estou a dar o passo seguinte, que é ser piloto titular, e estou ansioso para trazer minha experiência de 2014 e ajudar a Sauber a voltar aos pontos”, concluiu.

O carro vai começar a andar este domingo em Jerez, com o sueco Ericsson ao volante.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A foto do dia

Hoje, Jody Scheckter cumpre 65 anos de vida. Acho engraçado saber que ele tenha nascido precisamente onze dias depois de Gilles Villeneuve, seu companheiro de equipa na Ferrari em 1979 e 1980, e notoriamente um dos seus melhores amigos no automobilismo. Mas a foto que escolhi hoje (tirada por Robert Murphy) faz recuar ao inicio da sua carreira e à fama que tinha então. E o que fez mudar isso.

Scheckter, de origem judaica, era filho de um revendedor da Renault em East London, na África do Sul. Chegou à Grã-Bretanha em 1971 e rapidamente ganhou a alcunha de "Baby Bear" devido ao facto de ter pé pesado e não ser lá muito delicado em termos de condução... a sua velocidade foi vista pela McLaren, que o contratou no final de 1972 para o seu terceiro carro. Cedo mostrou que podia acompanhar os pilotos da frente, mas não conseguia levar o carro até ao fim.

Aquela temporada de 1973 mostrou um Scheckter selvagem, mas tornou-se marcante para a memória do jovem sul-africano. A marca tinha-lhe dado um contrato para correr no terceiro carro da marca, no ano em que iriam lançar o M23, o carro mais bem sucedido até então. Não correu com ele em Kyalami, mas deu nas vistas, andando no terceiro posto até perto do final, onde teve problemas mecânicos e abandonou.

A sua segunda oportunidade foi em Paul Ricard, no GP de França, onde conseguiu ficar na primeira fila, ao lado de Ronnie Peterson e de Jackie Stewart. E durante muito tempo, liderou a corrida, acossado por Emerson Fittipaldi, que sempre o tentou passar, sem sucesso. Até que na volta 41, o brasileiro tentou passá-lo numa manobra arriscada, do qual Scheckter só teve tempo para fechar a porta.

Apesar de ter sido ele a arriscar, Fittipaldi não hesitou em afirmar que Scheckter era um perigo. E na corrida seguinte, em Silverstone, ao arrancar outra vez das primeiras posições e causar a carambola que eliminou onze carros da prova, parecia que o campeão do mundo tinha razão.

Mas o momento em que muda Jody Scheckter para sempre acontecerá na última corrida do ano, quando ele já têm no seu chassis o numero 0 (apropriado...) e a fama continuava. Na corrida anterior, em Mosport, tinha causado uma colisão com o Tyrrell de Francois Cevért, que causou a interrupção da corrida e a infame entrada do Pace Car, que deu uma enorme confusão. Apesar de todas as advertências, isso foi o suficiente para que Ken Tyrrell o quisesse para a sua equipa em 1974, já que Jackie Stewart iria retirar-se. Ele iria correr ao lado de Francois Cevért, que não tinha esquecido o que tinha acontecido na corrida anterior, e - conta-se - quando viu o McLaren, decidiu acelerar mais do que devia.

Uma coisa é certa: Scheckter foi o primeiro carro a chegar ao local do acidente fatal. Foi o primeiro a ver a Formula 1 no seu pior. E deve ter sido uma imagem que o marcou para o resto da sua carreira e da sua vida. Ele fala que aquela visão o fez dosear a sua agressividade, e que apenas queria ser campeão do mundo, para poder ir embora. Quando o fez, em 1979, cumpriu o ano que faltava na Scuderia antes de ir embora de vez, aos 30 anos de idade. Poucos se tinham retirado tão cedo como ele, e a razão era válida: conseguira o que queria, e não fazia mais nada por ali.

Youtube Racing Presentation: A apresentação da NASCAR na NBC Sports

Não sou ultra-fã da NASCAR, mas esta apresentação da NBC Sports com o ator Nick Offerman, o infame Ron Swanson da comédia "Parks and Recreation", está muito bem feito, diga-se.

Esta vi no sitio do Flávio Gomes.

Ultima Hora: Prova de abertura da IndyCar foi cancelada

A Brasilia Indy 300, que seria a prova de abertura da IndyCar em 2015, foi cancelada esta noite pela entidade que cuida do circuito. O anuncio foi feito unilateralmente pela TerraCap, a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal.

"A Band informa que a TerraCap, a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal, que contratou a emissora para realizar a etapa brasileira da formula Indy, cancelou unilateralmente a prova marcada para o dia 8 de março. O cancelamento da "Brasilia Indy 300" foi informado à direção da emissora na tarde desta quinta-feira (29). A Band, promotora do evento, informará nos próximos dias como será feita a devolução do pagamento desses ingressos. A emissora lamenta a atitude precipitada e vai seguir investindo no esporte e de grandes eventos", concluiu.

A noticia do cancelamento era já esperada, depois das complicações relativas às obras de renovação do Autódromo Nelson Piquet, inaugurado 40 anos antes. Estas começaram apenas no inicio de novembro, muito em cima do ato para a realização da prova, marcada para o dia 8 de março. Para além disso, existem suspeitas de sobrefaturamento nas obras e os rumores correm sobre a possibilidade do Ministério Público se envolver nisto. 

E o mais estranho é que hoje, tinha surgido a noticia de que a prova tinha encontrado... o seu patrocinador!

Agora resta saber o que poderá acontecer no futuro. E muitos estão pessimistas, pois fala-se da completa destruição do autódromo para erguer outros equipamentos, por exemplo. Veremos o que isto dará. Mas a ideia de uma corrida por aquelas bandas tão cedo não acontecerá. Alternativas, precisam-se, caso contrário, a hipótse da emissora Bandeirantes poderá ser processada pela IndyCar é bem real, por quebra de contrato.

Será isto? (II)



A Mercedes andou o dia todo a meter videos (como se fosse um espião...) do "shakedown" do W06 em Silverstone, numa altura em que as coisas ameaçavam uma tempestade de neve por lá. E pelos vistos, poderá ser uma continuidade do carro campeão de 2014, embora com linhas mais "limpas"...

Não se sabe quem andou com o carro, mas parece ser elegante.

Será isto?

Deixando a Formula 1 de lado, esta tarde, a Nissan começa a revelar aos poucos o que poderá ser o seu carro de Endurance, cuja apresentação acontecerá este domingo.

Não se vê grande coisa, e não se sabe onde é que esta foto foi tirada. Mas pelos vistos, parece que se confirma que o carro será vermelho e não terá o motor atrás, como têm Audi, Porsche e Toyota. E falta muita coisa sobre, por exemplo, quem são os pilotos.

Aos poucos, ficamos com uma ideia do que virá por aí. Resta saber se será capaz de andar ao lado dos outros nesta categoria. 

Apresentaçoes 2015: McLaren MP4-30

A McLaren mostrou hoje o seu carro... e francamente, decepcionou. Falo pelas cores, claro. Depois de expectativas sobre o que iriam usar, após o final da parceria de vinte anos com a Mercedes, sobre se iriam usar o vermelho e branco da Marlboro, se iriam regressar às origens, com o "Papaya Orange", no final, mantiveram-se com o cinzento com uma faixa vermelha, semelhante a, por exemplo, o modelo de 2005. Quanto às cores, a explicação é simples: Ron Dennis adora o cinzento.

Apesar do filme de apresentação eles falarem muito da parceria anterior da Honda - entre 1988 e 1992, com quatro campeonatos de pilotos e construtores - as expectativas são altas, e o seu potencial pareceu ser o suficiente para atrair de novo Fernando Alonso, que parece querer regressar para resolver algo que ficou pendente em 2007, que é o título mundial.

"Estamos preparados para aprender com o carro, mas é claro, dá para ver que dentro McLaren-Honda existe um comprometimento total quando estamos a começar esta nova parceria", começa por dizer Alonso nesta apresentação oficial. "Estamos todos focados no desafio que temos pela frente, e eu me sinto extremamente honrado de fazer parte de uma relação que tem partilhado muita história. O meu objetivo é ajudar a escrever um novo capítulo na história da McLaren-Honda. Entendemos o esforço e trabalho que a equipa está a tomar para que a McLaren-Honda volte para o seu devido lugar, que é na parte da frente da grelha, e toda a nossa energia está focada nesse objetivo", concluiu.

Quanto ao carro, é convencional. O nariz é baixo, sem apêndices aerodinâmicos "estranhos", e a entradas de ar, bem como os radiadores, alinham nessa convencionalidade. Talvez seja aquilo que Eric Bouller anda a falar, de que se pensou mais em arranjar um carro mais eficaz em termos aerodinâmicos.

"Existe uma fome real para demonstrar as nossas capacidades e o enorme talento que compartilhamos entre nós [McLaren e Honda], e eu estou totalmente comprometido com este progresso para alcançar ainda mais sucesso juntos", começa por dizer Ron Dennis. "O lançamento da McLaren-Honda MP4-30 marca o início de uma longa jornada. Já percorremos um longo caminho e, embora ainda haja muito trabalho a fazer antes que possamos repetir o nível de sucesso nós apreciamos juntos na nossa parceria anterior, há mais de 25 anos, já está claro que existe uma enorme sinergia e potencial em nossa parceria, e eu tenho certeza de que, juntos, nós vamos chegar a onde queremos ser: vencedora de Grandes Prémios e, eventualmente, Campeonatos Mundiais como McLaren-Honda", concluiu.

Já Eric Boullier, o diretor-desportivo da equipa, afirmou que as mudanças, apesar de grandes, espera que sirvam para preservar o ADN da equipa. "Mudamos a filosofia do carro, mas o DNA da McLaren continua aqui", começou por afirmar.

"Queremos assegurar que nossos pilotos possam dirigir até o limite do carro. O início da temporada é um período de grande mudança, mas queremos mudar para melhor. Para uma equipa com este património, poder olhar para os sucessos do passado é extremamente importante. Você pode estar certo que, em conjunto com a Honda, estamos totalmente focados em formar uma excelente parceria", ressalvou.

Apresentado o carro em Woking, a nova máquina está a ser colocada em camiões para estar pronto a testar em Jerez, a partir do dia 1 de fevereiro.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Noticias: Haas anuncia pilotos no final do verão

Gene Haas está a construir lentamente - mas provavelmente em passos seguros - o seu projeto de Formula 1. Este quarta-feira, ao falar com alguns jornalistas em Charlotte, afirmou que já têm 150 pessoas a trabalhar no projeto - espalhados entre Estados Unidos, Grã-Bretanha e Itália - e espera ter escolhidos os seus pilotos para o final do verão, com a prioridade a serem os pilotos de testes da Ferrari, bem como os americanos.

"A escolha dos pilotos acontecerá no final deste verão", disse Haas em declarações captadas pela Autoweek americana. "Vamos precisar de olhar em volta, ver quem está disponível. Não poderia haver uma nova safra de jovens condutores. As grandes equipes querem pilotos na casa dos seus 20 anos", concluiu.

Isso significa que Haas poderá querer pilotos como Alexander Rossi, que esteve na Marussia em 2014, ou Jean-Eric Vergne, ex-piloto da Toro Rosso e este ano será piloto de desenvolvimento da Ferrari em 2015, tal como o mexicano Esteban Gutierrez.

Como a Haas vai ter motores Ferrari e uma estreita colaboração com a equipa italiana, provavelmente os pilotos escolhidos poderão ser alguém que terá conhecimento das coisas na marca de Maranello.

Youtube Formula 1 Teaser: Faltam dois dias para o novo McLaren...

A dois dias da apresentação do carro novo, a McLaren lançou esta noite este video engraçado em que lembra o mitico filme "Regresso ao Futuro", com Fernando Alonso e Jenson Button. E onde até se fazem piadas sobre pilotos passados...

A situação da Force India (II)

Falei à tarde sobre a situação da Force India, onde eles afirmavam que não iriam estar nos testes da Formula 1 em Jerez - pois o chassis não estaria pronto a tempo - mas novos dados, sobretudo uma matéria da brasileira Grande Prêmio, que saiu no final desta tarde, parece que colocam as coisas num panorama ainda mais negro do que se esperava. É que a equipa de Vijay Mallya poderá estar em colapso financeiro, com a hipótese de venda, para evitar a saída de cena e reduzir o pelotão da Formula 1 a 16 carros.

Segundo o site, que têm como base o sitio alemão F1 Insider, a equipa falhou o pagamento aos fornecedores, "e se não entrar dinheiro nas contas da empresa nas próximas duas semanas, acredita-se que mesmo as participações nas duas primeiras provas da temporada, Austrália e Malásia, estarão em perigo". Esta situação já foi comunicada ao Grupo de Estratégia, e o sitio fala que a equipa poderá já estar à venda.

Isto tudo acontece numa altura em que os dois proprietários da equipa, Vijay Mallya e Roy Subrata Sahara, estão em maus lençóis. O primeiro, no processo de falência da Kingfisher Air, e o segundo no processo de fraude fiscal do grupo com o mesmo nome, que colocou o seu proprietário na prisão desde março do ano passado. As autoridades exigem que Sahara pague cerca de 1600 milhões de euros, e segundo os média indianos, a sua família procurou refugio na Macedónia, onde adquiriram a nacionalidade local.

Para piorar as coisas, segundo conta o Joe Saward no seu sitio, Sahara poderá aproveitar a ocasião para vender a sua parte de 40 por cento na equipa e aproveitar para resolver as suas coisas com a justiça local. Já da parte de Mallya, ele é procurado pelos credores para pagar a sua parte no caso da Kingfisher Air, falida desde meados de 2012 e que se arrasta pelos tribunais. Logo, a disponibilidade de Mallya viajar pelo estrangeiro este ano não deverá ser muita, e isso numa altura critica como esta, não calha muito bem.

É óbvio que não são boas noticias, mas não são uma surpresa total. Tenho ouvido conversas de salários em atraso a mecânicos e engenheiros, E a história da Sauber, contada aqui na semana passada, é apenas mais uma da atual situação da Formula 1, onde tirando as equipas do Grupo de Estratégia, todas estão à beira da falência devido aos altos custos de manter uma equipa. Quando se fala em valores a rondar os 120 milhões de euros, ou que a Mercedes e a Red Bull poderão ter gasto mil milhões de euros cada um, nos últimos quatro anos, faz-nos pensar no rumo a que isto está a levar.

Veremos como serão as coisas nas próximas semanas.

Será isto?

O jornal espanhol "Marca" colocou esta imagem na sua edição de ontem, onde se fala que este poderá ser o modelo MP4-30, que será apresentado no dia 30 de janeiro. Ali, fala-se que, primeiro que tudo, andará com uma pintura provisoria até ao inicio da temporada, ou seja, nós o veremos de preto antes que decidam que cor ele deve ter.

O bólido, desenhado de raíz por Peter Prodromou, antigo braço-direito de Adrian Newey, já teve o seu motor ligado no inicio da semana, e pela imagem, demonstra ter um bico abaixado, semelhante ao que tinha a Red Bull com o seu modelo RB10. Terá um "S-Duct" debaixo do nariz, para fazer circular o ar, mas o principal é que eles afirmam ter conseguido muita carga aerodinâmica em relação ao modelo anterior, o MP4-29. Segundo Eric Boullier, o diretor-desportivo da marca, o carro vai ser mais eficiente.

Resta saber a parte do motor Honda, do qual ainda existem pontos de interrogação. Mas somente em Jerez é que veremos alguma coisa.


A situação da Force India

Sabia-se que a apresentação da semana passada da Force India era apenas das novas cores, pois o chassis só aparecerá nos testes de Barcelona, a partir de 19 de fevereiro, mas o que não se sabia eram que eles não iriam aparecer nos ensaios de Jerez, que começam este domingo. Numa mensagem publicada na sua página do Twitter, a Force India explicou que “as oportunidades de aprendizagem seriam limitadas, por isso o foco é agora Barcelona”.

Horas antes, porém, Andrew Green, o diretor técnico da equipa, explica o que se passou entre ambas as temporadas e as expectativas que este novo chassis está a ser criada dentro da equipa de Sergio Perez e Nico Hulkenberg. E que o potencial deste carro só será mostrado em todo o seu esplendor a partir do GP de Espanha, em maio.

A mudança de túnel de vento, para trabalharmos nas instalações de Colónia, permitiram-nos encontrar novas soluções e achamos melhor investir o nosso tempo no desenvolvimento do carro por mais três semanas, do que apressar a entrada em pista com soluções menos competitivas. O verdadeiro VJM08 só será visto no GP de Espanha, em maio, terá uma suspensão hidráulica e soluções muito interessantes. Este é um ano importante para nós, pois chegou a hora de confirmarmos a nossa progressão e entrarmos na luta com as equipas grandes”, comentou.

Entretanto, soube-se também pelos lados da Force India que o lugar de terceiro piloto está em leilão. O preço? Cinco milhões de euros. O problema é que isso é muito, e está a afastar muito potencial piloto, mesmo com a possibilidade de aparecer em sete sessões de treinos livres ao longo da temporada. Pelo que se fala, foi isso que fez decidir o campeão da GP2, Joylon Palmer, a ser o terceiro piloto da Lotus, por exemplo.

E numa altura em que a Force India precisa de dinheiro para ter uma temporada sem problemas - há rumores de salários em atraso aos funcionários - estas noticias parecem não ser assim tão boas para aqueles lados. Mas poderiam estar pior, como por exemplo, a Sauber.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Youtube Racing Crash: Dois mil cavalos sem controle num Lamborghini


Poder sem controle é uma inutilidade. Ter um carro potente como um Lamborghini Gallardo pode ter as suas dificuldades em termos de controle, se não o modificarem. Mas um V10 com dois turbocompressores, elevando a potência para... dois mil cavalos (sim, leram bem, 2000cv, o dobro de um Formula 1 turbo nos anos 80), como seria?

Bom, neste caso em concreto, um carro sem controle. Num teste em linha reta, o carro perdeu o controle (pelo barulho, devia ter a ver com a caixa de velocidades) e acabou num lago ao lado dessa reta. Em vez de chegar aos 400 km/hora, acabou todo molhado e o condutor ferido no orgulho. 


Bom, lá vai ele de volta à oficina para ver o que correu mal... esta vi no site Ainanas.

O preço a pagar para ver a Formula 1

Isto é interessante, pois veio no site F1 Fanatic (e descoberto originalmente pelo João Pedro Quesado, do Potenza Blog) e explica-se em poucas linhas. O pessoal do site pediu a fãs de 47 países para lhe dizerem quanto é que gastavam para poderem ver a Formula 1 nos países onde já saiu do ar em sinal aberto e já está a correr em sinal fechado. 

Nesses 47 países, um pouco por todo o mundo, os números são discrepantes - como seria de esperar - e as coisas variam, desde países como a Itália e a Grã-Bretanha, onde os canais públicos só colocam no ar metade das corridas, até a países - como aqui em Portugal - onde temos de pagar para ver a Formula 1 por inteiro, em serviços que por vezes deixam muito a desejar e só podemos ver que estão ali para ganhar, não só para pagar à FOM, como também para ganhar a sua margem de lucro.

Mas ao contrário do que muitos pensam, não é na Grã-Bretanha que se paga muito, apesar do aumento de preços, das 352 libras para as 562 pagas por ano em 2015. E se quiserem HD (Alta Definição), o preço sobe para 751 libras, pouco mais de 800 euros.

Mas há sitios onde ter a Formula 1 em casa não dói no bolso dos telespectadores. Na Holanda, paga-se 150 euros por ano, apesar de em 2015, terem um piloto nacional na elite. E não falamos de um país com baixo custo de vida, como na Roménia, onde se paga apenas 78 euros por ano...

Em contraste, há os careiros. A Sky Sport neozelandesa cobra o equivalente a mil dólares locais por ano (pouco mais de 900 euros) para toda uma temporada. Os fãs dos antipodas lá se esforçam para pagar, mas não ficaria admirado que existam reclamações. Na Estónia, graças à ViaSat Baltic, eles pagam 911,52 euros por ano para poderem ver todas as corridas da Formula 1. É caro, para um pais que provavelmente terá metade do custo de vida da vizinha Finlândia, por exemplo. 

O caso português é caro. A Sport TV cobra 636 euros por ano para ter a Formula 1 perdido algures entre os canais 4 e 5, quando a corrida não é transmitida nas madrugadas, que é o caso das provas asiáticas, onde ganha privilégios de primeiro canal.

Apesar de Ecclestone cobrar cada vez mais para que transmitam a Formula 1, há países que resistem ao sinal fechado. Alemanha, Austrália, Áustria, Brasil (mesmo com o Galvão Bueno...) e Suiça são alguns países onde ainda podemos ver em sinal aberto. Resta saber por quanto tempo mais...