sábado, 23 de Agosto de 2014

Youtube Motorsport Onboard: uma volta em Donington com Nicolas Prost

A semanas da corrida inaugural da Formula E, eis uma volta a Donington Park por parte do e.DAMS do francês Nicolas Prost.

sexta-feira, 22 de Agosto de 2014

Formula 1 em Cartoons (II): O regresso da Formula 1 a Spa-Francochamps (Rathborne)

O regresso da Formula 1 a Spa-Francochamps também foi numa altura em que eles apanharam a "moda do verão", ou seja, o balde de água fria. E alguns pilotos já andaram a fazer isto hoje, como Daniel Ricciardo, Lewis Hamilton e Fernando Alonso.

E claro, alguns nomearam Kimi Raikkonen para que faça o mesmo. Só que ele aparentemente não alinha nisso...

Youtube Rally Crash: O acidente (mais um) de Robert Kubica

Já começa a ser hábito no WRC: Robert Kubica a despistar-se. Desta vez foi na Alemanha, na terceira especial. Ele ia no nono posto quando perdeu o controlo do seu carro. Contudo, os estragos foram pequenos e continuou na estrada. Contudo, o atraso de mais de quatro minutos que sofreu fez com que caisse muito na classificação, terminando no 22º posto no final do primeiro dia.

Formula 1 em Cartoons - O regresso à ação (Cire Box)

Depois de um mês de ausência, a Formula 1 regeressa à ação, desta vez em Spa-Francochamps. E o "Cire Box" imaginou como seria a chegada de André Lotterer, que este fim de semana vai guiar o Caterham a uma turma como é os dos pilotos da categoria máxima do automobilismo...

WRC 2014 - Rali da Alemanha (Dia 1)

O Rali da Alemanha, primeira prova em asfalto da temporada, está a ser bem movimentado e com algumas surpresas, a maior das quais é o despiste de Sebastien Ogier na última classificativa do dia, que coloca o finlandês Jari-Matti Latvala na frente do rali. Para além disso, no WRC2, há motivos para sorrir nas cores portuguesas, pois Bernardo Sousa acaba este dia a liderar na categoria.

Depois do "shakedown", esperava-se que este primeiro dia fosse movimentado para as cores alemãs, com Sebastien Ogier e Jari-Matti Latvala a marcarem o ritmo perante uma concorrencia que poderia não ter armas para os alcançar. E foi assim que aconteceu: na primeira especial, Ogier conseguiu um avanço de 0,4 segundos sobre Latvala, mas com quatro segundos sobre o terceiro classificado, Mads Ostberg, e 5,3 sobre o melhor dos Hyundai, o espanhol Dani Sordo.

Atrás, houve peripécias: Kris Meeke fez um pião e fez apenas o oitavo melhor tempo, na frente de Mikko Hirvonen, que teve uma saída de estrada.

Nas classificativas seguintes, a luta continuou, com avanços e recuperações, mas com o francês sempre na frente, uma diferença que era de 1,8 no final da manhã, favorável a Ogier. Mas na terceira especial, houve uma novidade... não muito nova. É que Robert Kubica sofreu um despiste que o fez perder mais de quatro minutos. Até aqui, o polaco era o nono da geral, e com isto, caiu muitos lugares na classificação, acabando o dia no 22º posto.

Pela tarde, o duelo continuou, enquanto que atrás, a luta pelo terceiro lugar estava ao rubro. Depois de ter sido ocupado por Sordo, viu depois ser atacado por Mikkelsen, mas no final da manhã, o norueguês sofreu um furo e atrasou-se e cedeu o lugar para Meeke, que por esta altura, tinha uma desvantagem de... 23,9 segundos. Mas atrás de si, tinha um grupo de pilotos que queria desesperadamente esse lugar: Mikkelsen, Sordo, Hirvonen, os Hyundai de Thierry Neuville e de Bryan Bouffier e o Ford de Elfyn Evans. Meeke esteve sempre na frente do grupo, mas houve uma altura em que 18 segundos era o bastante entre o terceiro... e o nono posto. 

A sexta e última especial do dia transformou-se no momento decisivo do rali. Primeiro, atrasou-se devido a problemas no controle e colocação dos espectadores, e depois, quando decorreu a prova, aconteceu o tal despiste de Ogier, que mudou as coisas na classificação geral. Quando terminou, Latvala explicou à imprensa que “recebi a informação que o Sébastien tinha saído mas não tinha ideia do que aconteceu. Só vi umas marcas de borracha numa esquerda longa... e depois disso e até perdi o ritmo”. 

Assim sendo, no final do dia, o finlandês têm agora uma vantagem de 37 segundos sobre Kris Meeke, com Dani Sordo, no seu Hyundai, a 42,6 segundos da liderança, e a 5,6 do britânico da Citroen. Andreas Mikkelsen é o quarto, a 45,6 segundos, seguido por Thierry Neuville (53,1 segundos) e o Ford de Mikko Hirvonen. Elfyn Evans é o sétimo, já a um minuto, seguido por Mads Ostberg, enquanto que a fechar o "top ten" estão, Bryan Bouffier (a 1.35 minutos) e o checo Martin Prokop, a dois minutos e sete segundos.

No lado do WRC2, Bernardo Sousa conseguiu chegar ao fim deste primeiro dia no comando da categoria, com uma vantagem de 4,2 segundos sobre o sueco Pontus Tiedmand, noutro Ford Fiesta, e de 10,4 segundos sobre o qatari Nasser Al-Attiyah.

O Rali da Alemanha prossegue amanhã.

O estranho volte-face da Marussia

Se ontem falou-se que o americano Alex Rossi iria ser o piloto da Marussia no fim de semana belga, no lugar de Max Chilton, hoje as coisas conheceram um "volte-face", e Chilton, afinal de contas, vai correr este fim de semana em Spa-Francochamps. A razão disto tudo, desde quinta-feira, é conhecida: dinheiro. Mas o que isto tudo mostrou, é que as coisas por lá não andam famosas. E uma pesquisa não muito profunda entre os "insiders" da Formula 1 , mostra que as coisas passaram por um problema de pagamentos por parte dos patrocinadores de Chilton.

Contudo, o jornalista britânico Joe Saward fala no seu blog que a Marussia poderá estar em posição de venda. Um consórcio americano, ainda não identificado, fala que está interessado em adquirir a equipa, mas que o seu dono, Andrej Cheglakov, não quer fazer negócio até ao inicio de outubro, altura do GP da Rússia. Desconhece-se se é Gene Haas a querer cortar caminho para chegar à Formula 1 ou outras pessoas, mas a ideia de que poderemos passar de zero para duas equipas de origem americana é bem interessante...

Contudo, voltando à Marussia, há questões que ainda estão por responder. Pelas declarações feitas hoje por Graeme Lowndon, poderá haver mais do que finanças sobre o caso de Chilton: "Eu não creio que seja apropriado comentar sobre os detalhes das questões contratuais, porque isso é confidencial entre as partes envolvidas, de modo que não há nada que posso dizer sobre isso", começou por dizer em declarações à Autosport britânica

"Isso [o regresso de Chilton] é o resultado de uma mudança de circunstâncias. Para ser honesto, você terá que falar aos seus relações-públicas. Eu não sei nada sobre isso. Você vai ter que falar com eles", concluiu.

O próprio Chilton disse em Spa que as coisas por trás desta decisão são muito diferentes daquelas que foram referidas até agora: "Tem sido umas 24 horas muito movimentadas", começou por dizer em entrevista ao jornalista Joanthan Noble, da Autosport britânica.

"Tem havido muitos rumores que não são verdadeiros. [As questões financeiras] são a primeira coisa que as pessoas pensam. Mas o que aconteceu nos bastidores foi mais do que isso. O que aconteceu ontem foi resolvido, e foi por isso que me colocaram de volta no carro."

Questionado sobre o que realmente aconteceu, escusou a falar. "Eu não vou comentar sobre mais nada, porque no momento em que comentar que as pessoas vão começar a escrever", disse ele. Contudo, ele afirmou que a questão envolveu o patrão da Marussia, Andrej Cheglakov. "O meu pessoal falou com o patrão", confirmou.

Assim sendo, e até ordem em contrário, Max Chilton correrá no carro da marca na qualificação, e eventualmente na corrida deste domingo, em terras belgas.

Youtube Top Gear Challenge: Clarkson apanhado a dormir

A mania deste verão já chegou ao Top Gear. E Jeremy Clarkson foi apanhado com as calças na mão... dizendo melhor, durante o sono. O video foi gravado pela filha, nos jardins da casa familiar. E ele, claro, nomeou os outros dois apesentadores.

quinta-feira, 21 de Agosto de 2014

Youtube Rally Video: o "shakedown" do Rali da Alemanha

Para fechar o dia, umas imagens do "shakedown" do Rali da Alemanha.

Os Pioneiros - Capitulo 46, a Oeste tudo de novo

(continuação do capitulo anterior)


1914: O REGRESSO DO GRANDE PRÉMIO AMERICANO


Em 1914, nos Estados Unidos, as provas de estrada são um evento decadente, graças à explosão dos circuitos de madeira, montados do noite para o dia, e do qual atraem os melhores pilotos, a troca de altos prémios monetários. E claro, com autódromos cheios, os proprietários lucravam. E com essa proliferação de corridas, as empresas automotivas faziam evoluir os seus carros, esperando bater-se uns com os outros, e assim, evoluiam a industria automóvel americana.

Contudo, eventos como a Vanderbilt Cup e o Grande Prémio da América continuavam a ser atraentes, devido ao prestigio que havia sido alcançado nos anos anteriores, e não tanto pelo dinheiro. E depois de não terem encontrado um lugar para fazer a corrida em 1913, houve uma proposta para o fazer em 1914 na soalheira California, mais concretamente na localidade de Santa Mónica, nos arredores de Los Angeles. Feitos um a seguir ao outro, com dois dias de diferença, a Vanderbilt Cup foi a primeira a arrancar, com Ralph de Palma inscrito com o Mercedes onde venceu a corrida de 1912, depois de ter saído da Mercer, por este ter contratado (sem que tivesse sido auscultado) um dos seus rivais, Barney Oldfield.

Oldfield, Spencer Wishart e Eddie Pullen participavam em Mercers, enquanto que na Stutz, Gil Andersen estava presente, e na Mason-Dusenberg, estavam William Carson e Dave Lewis. Harry Grant corria num Isotta, Frank Werbeck e Dave Lewis em Fiat, enquanto que o britânico John Marquis estava ao volante de um Sunbeam. A corrida iria ocorrer a 26 de fevereiro, dois dias antes do Grande Prémio americano.

A corrida começou com Pullen e Anderson a lutarem pela liderança, com Di Palma a segui-os de perto. As coisas andaram assim nas primeiras 15 voltas, até que perto de um local designado como a "Curva da Morte", Pullen perde uma roda e bate, sem ferimentos nele e no seu mecânico. Com isso, Oldfield e Di Palma prosseguem na corrida, lutando ambos pela liderança, mas na parte final, parecia que Oldfield iria ser o vencedor, pois Di Palma parecia não ser capz de passar. Contudo, ele viu que os pneus dele já estavam um pouco desgastados... e comparando com o estado dos seus, planeou um truque.

Passando para a frente de Oldfield, decidiu assinalar quando passava pelas boxes de que iria parar para trocar de pneus na volta seguinte e abrandar um pouco. O seu adversário viu isso e decidiu seguir a mesma tática. Passando para a frente, Oldfield parou, mas quando foi a vez de Di Palma... este não parou, e acelerou fortemente rumo à meta. Graças a esse truque, acabou como vencedor, com mais de um minuto de vantagem sobre Oldfield.

Dois dias depois, no mesmo local, é a vez do Grande Prémio. Duzentos e cinquenta mil pessoas estavam alinhados ao longo da pista para ver se os americanos poderiam vencer em carros americanos. A grande alteração era a entrada dos Marmon de Guy Ball e Charles Muth e os Alco de Tony Jeanette e Williamm Taylor, enquanto que na Mason-Dusenberg, Eddie Rickenbacker estava no lugar de William Carson.

O primeiro líder da corrida é o Mercer de Spencer Wishart, que começou a alargar a sua vantagem nas 22 voltas seguintes, até que... o motor parou, ficando de fora da corrida. O novo líder acabou por ser Ralph de Palma, no seu Mercedes, mas com o passar das voltas, também começou por ter problemas com o seu motor e começou a atrasar-se, deixando o comando para o Sunbeam de Marquis. Nas na volta 32, quando se aproximava da temida "Curva da Morte", o carro de Marquis capotava. O acidente foi aparatoso, mas ninguém ficou ferido.

Na frente ficava agora Eddie Pullen, no seu Mercer, e começava a distanciar-se para acabar por vencer a corrida, com mais de 40 minutos de vantagem sobre o Marmon de Guy Ball, com William Taylor a ser o terceiro, no seu Alco. Um trio totalmente americano em carros americanos, era algo que os construtores e o público sonhavam desde há algum tempo, e demonstrava que estes carros tinham evoluido e começavam a andar ao nível dos carros europeus.

(continua no próximo capitulo) 

Youtube Rally Crash: o acidente de Thierry Neuville no "shakedown"

O Rali da Alemanha começa amanhã, mas já houve estragos: o belga Thierry Neuville deu um senhor capotamento durante o "shakedown" que aconteceu esta tarde, danificando o seu carro, mas parece que isso não será impeditivo de guiá-lo a partir de amanhã.

O chato é que a Hyundai vai ter de pagar os estragos da colheita de vinho deste senhor... 

Formula 1 em Cartoons - os novos pilotos em Spa-Francochamps (Pilotoons)


Se André Lotterer na Caterham era uma novidade algo esperada, já Alexander Rossi na Marussia foi uma "bomba" que caiu em cima dos entendidos nesta quinta à tarde. Mas mesmo assim, o Bruno Mantovani teve tempo para fazer estes cartoons dos novos pilotos, já com os seus números. 

Formula E: Nelson Piquet Jr. e Ho-Pin Tung serão pilotos da China Racing

A três semanas do inicio da Formula E, a China Racing confirmou hoje que o brasileiro Nelson Piquet Jr. e o chinês (de origem holandesa) Ho-Pin Tung serão pilotos da equipa na competição. Com isto, Piquet Jr. regressa aos monopostos depois de cinco anos de ausência, quando competiu na Renault, no Mundial de Formula 1.

Sempre gostei do desafio de pilotar os mais variados carros de fórmula, então estou bem empolgado por entrar na Fórmula E. É uma honra disputar sua temporada inaugural, porque é um conceito muito inovador no automobilismo”, declarou Piquet Jr no site oficial da categoria. “A motivação de ajudar o Team China a se estabelecer na categoria é muito grande.

Já o piloto chinês alinhou no mesmo diapasão: "É ótimo ser um dos pilotos da China Racing, que vai competir na Fórmula E, especialmente na corrida de abertura, em Pequim. Eu testei o carro há alguns meses e é realmente um desafio para se acostumar com o carro de corrida elétrico. Estou ansioso para um começo fantástico, em Pequim", comentou.

Alejandro Agag, o diretor da Formula E, acrescentou: "Estamos muito satisfeitos por acolher ainda mais pilotos internacionais para a FIA Formula E Championship. Apenas mais um nome permanece agora a ser anunciado, e como a primeira corrida se aproxima, estamos confiantes de nossa line-up de pilotos talentosos vai fazer um grande espetáculo em Pequim, no próximo dia 13 de setembro".

Com isto, a Formula E terá três pilotos brasileiros: Piquet Jr, Bruno Senna e Lucas di Grassi. E só falta mais um nome, na Andretti Racing, para que o "lineup" esteja completo.

Marussia: Chilton sai, Rossi entra

De modo surpreendente, a Marussia anunciou esta tarde que o britânico Max Chilton decidiu ceder "voluntariamente" o seu lugar para dar lugar ao americano Alexander Rossi para o GP da Bélgica, que vai decorrer este fim de semana no circuito de Spa-Francochamps. A chegada de Rossi faz com que a Formula 1 receba o primeiro piloto americano na categoria máxima do automobilismo desde 2007, quando Scott Speed passou por ali, sem honra nem glória.

John Booth, o diretor da marca, justifica a chegada de Rossi da seguinte forma: “Apesar de não ser nossa intenção dar a possibilidade ao Alexander de correr esta época, à luz das circunstâncias estamos satisfeitos por lhe dar a oportunidade de se estrear em Grandes Prémios no GP da Bélgica em Spa-Francorchamps. Naturalmente esperamos continuar o serviço normal com respeito à nossa dupla estabelecida o mais rapidamente possível”.

Contudo, num comunicado oficial, os representantes de Chilton explicaram que a razão foi sobretudo, económica: “Max Chilton abdicou voluntariamente do seu lugar em Spa para permitir à equipa atrair os fundos muito necessários por vender a sua vaga. O Max irá assistir à corrida e estará a apoiar a equipa de qualquer forma possível”, referiram. 

Apesar de tudo, da parte do piloto britânico, os seus representantes esperam que a situação esteja resolvida daqui a duas semanas, antes da corrida de Monza.

Indiferente à polémica, Rossi está ansioso pela sua estreia: “Mal posso esperar para pilotar o MR03 desde amanhã e espero recompensar a equipa com um fim de semana sólido”, comentou. O piloto americano vai correr com o numero 42.

Nascido a 25 de setembro de 1991 na cidade californiana de Auburn (têm 22 anos), Rossi começou a sua carreira na Skip Barber Series, aos 14 anos, em 2005. No ano seguinte, passou para a Formula BMW americana, onde terminou no terceiro posto, e em 2008, venceu a competição americana, antes de vencer a competição internacional, dando a oportunidade de testar um BMW Sauber, ao lado do mexicano Esteban Gutierrez.

Em 2009, foi para a Europa fazer a International Racing Master para no ano seguinte fazer a GP3, onde venceu duas corridas e terminou no quarto lugar da competição. Em 2011, correu na World Series by Renault, através da Fortec, terminando no terceiro lugar, com duas vitórias. Em 2012, já como piloto de testes da Caterham, conseguiu apenas três voltas mais rápidas e o 11º posto da competição.

Em 2013 passou para a GP2, onde venceu em Abu Dhabi e conseguiu o nono posto na classificação geral, passando para a temporada de 2014, na Caterham, antes de ser dispensado pela equipa. Ali, foi para a Campos Racing, mas até agora não conseguiu mais do que doze pontos e o 20º posto na classificação.

Os novos regulamentos do WRC para 2015

Nas vésperas de começar o Rali da Alemanha, a FIA anunciou que iria haver modificações nos motores e nos carros do WRC para a próxima temporada. Após a existência de um congelamento no desenvolvimento dos motores esta temporada, em 2015, as construtoras poderão ter um desenvolvimento de até cem cavalos, mas as grandes novidades estão no campo das caixas de velocidades, que deixarão de ser de caixa para estarem no volante, semelhante aos carros de pista, sendo assim mais leves e mais eficazes para os pilotos.

François-Xavier Demaison, o diretor técnico da Volkswagen explica essa mudança nos carros: “As caixas com patilhas reduzem o 'input' do piloto, ou seja, são sistemas automatizados. Durante a extensão de um rali, o piloto fica cansado e é normal que faça algumas passagens de caixa mais lentas, menos eficazes, e aí há hipótese de danificar a caixa. Com o sistema de patilhas, a passagem de caixa é sempre perfeita e as forças que intervêm no processo são sempre iguais. Basicamente, elimina-se os erros de pilotagem (a este nível). O segredo, contudo, é o tipo de sistema que se pode usar, que pode ser pneumático, hidráulico ou mecânico. Só não posso dizer o que vamos usar!”, referiu o engenheiro francês. 

Outra possibilidade que se abre às equipas é a redução do peso dos motores: “Houve uma revisão do peso mínimo de alguns componentes do motor e a hipótese de retirar algumas partes. O motor terá o mesmo bloco mas será mais leve. Claro que é difícil alterar um carro ganhador. A versão-base de 2015 está agora em testes mas terão de esperar seis meses até ao Rali de Monte Carlo para verem o 'novo' Polo”, concluiu.

É certo que em 2015 iremos assistir à nova geração de motores 1.6, e estes estarão a correr até à temporada de 2016, altura em que irá dar lugar ao novo formato para o periodo entre 2017 e 2019, mas do qual ainda nada está decidido, dado que existem conversações entre as equipas e a FIA. E provavelmente, poderá entrar em ação a ideia dos propulsores híbridos, que poderá trazer de volta as marcas japonesas como a Toyota, a Mitsubishi e a Subaru, que já demonstraram interesse num regresso.  

quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

As razões para a escolha de André Lotterer

Pode-se pensar que a chamada de Andre Lotterer para o carro da Caterham seja por razões meramente orçamentais, mas não têm nada a ver com isso. Na realidade, trata-se de uma corrida contra o tempo, no sentido de ter o maior número de alterações no chassis CT05 com um objetivo em mente: pontuar e conseguir o décimo lugar no campeonato de Construtores, o que daria acesso a uma bela "bolsa" de 50 milhões de euros vinda de Bernie Ecclestone e a FOM.

Segundo conta o jornalista Joe Saward, Lotterer é um excelente piloto de testes. Sabemos que teve esse trabalho em 2002, na Jaguar, e que continuou a ter isso quer no Japão, quer agora na Audi, onde como sabem, conseguiu três vitórias nas 24 Horas de Le Mans. E durante esse tempo todo, ajudou a desenvolver o R18 para se manter onde está, apesar dos ataques do Toyota TS040 e agora, do Porsche 919 Hybrid. E ele também conta que Lotterer foi uma segunda escolha: inicialmente, eles queriam o britânico James Rossiter, que em 2013 ajudou a testar na Force India, mas este estava demasiado envolvido em compromissos no Japão (ele corre na Super Formula e nos GT's japoneses) para poder correr em Spa neste fim de semana.

E há uma coisa interessante relativamente a Lotterer: ele é muito bom em pisos húmidos e molhados, o que poderá ser uma mais-valia. E com a fama da pista belga, isso poderá ser favorável para Lotterer, que compensará certamente os anos em que esteve afastado de um chassis de Formula 1.

Daí que tenham pedido a Kobayashi para que ficasse apeado por esta corrida: é que ele não têm fama de bom afinador de carros, apesar de ser veloz. E Marcus Ericsson, para além de ser o "rookie", é ele que também está a trazer o dinheiro que permite manter a Caterham a andar este ano. E eles precisam desse dinheiro para fazer as modificações necessárias. E numa altura em que se tenta de tudo para alcançar os objetivos, isso conta. E fala-se que todos os carros equipados com motor Renault (Red Bull, Lotus, Toro Rosso) irão trazer novidades para a pista belga.

Veremos se dará resultado.