domingo, 26 de abril de 2015

WRC 2015 - Rali da Argentina (Dia 2)

O segundo dia do Rali da Argentina continuou a demonstrar ser um dos mais demolidores, com vários pilotos a passarem por dificuldades, incluindo os dois primeiros classificados, os Citroen de Kris Meeke e de Mads Ostberg, para não falar dos vários acidentes, o mais grave deles foi o do neozelandês Hayden Paddon, que feriu seis espectadores e levou ao cancelamento da nona especial. No final do segundo dia, Meeke - que sofreu um pião e chegou a parar durante 25 minutos - continua na liderança do rali, agora com uma diferença de 38,6 segundos sobre o seu companheiro de equipa.

O segundo dia começou com os Volkswagen a regressar à estrada, com Sebastien Ogier e Anders Mikkelsen a tentar recuperar o tempo perdido, enquanto que Kris Meeke sofria o primeiro dos seus contratempos quando fez um pião e perdeu 21 segundos para Mads Ostberg. Atrás, Dani Sordo tentava consolidar o quarto lugar, afastando-se de Elfyn Evans, numa altura em que os pilotos começavam a queixar-se do pó que ficava no ar após a sua passagem pelas classificativas.

Com o passar da manhã, Meeke tinha uma abordagem mais cautelosa, enquanto que na oitava especial, Jari-Matti Latvala sofria um despiste, que o fez atrasar em relação aos pilotos da marca francesa. “Saí de estrada e o carro entrou pela vegetação. Tive sorte em não bater em nada duro. Depois disso, perdi o ritmo e dai a diferença no fim do troço”, disse o finlandês.

Contudo, as coisas se complicaram na nona especial, quando Hayden Paddon capotou fortemente com o seu Hyundai i20 na nona especial, colhendo seis espectadores que estavam numa zona de segurança. apesar dos pilotos nada terem sofrido, alguns dos espectadores ficaram feridos com fraturas expostas e a necessidade de chamar os serviços de emergência para os levar ao hospital mais próximo levou a que a especial fosse cancelada. Isto numa altura em que Sebastien Ogier tinha problemas com a sua direção assistida e acabou por abandonar, enquanto que Ott Tanak também tinha parado com problemas no seu Ford.

O tempo foi aproveitado para Meeke ver o seu carro de modo mais meticuloso, perdendo cerca de 25 minutos e causando algum "frisson", mas no final, o piloto inglês seguiu para a última classificativa do dia a sr o terceiro na etapa, mas a ganhar seis segundos a Mads Ostberg. No final do dia, tinha um avanço de 38,6 segundos sobre Ostberg e um minuto e sete segundos sobre Jari-Matti Latvala. Com mais duas classificativas até ao final do rali, é altamente provável que Kris Meeke esteja a caminho da sua primeira vitória no WRC, aos 35 anos de idade.

Com a desistência de Dani Sordo, vitima da falta da pressão de óleo do motor (embora volte amanhã pelo Ralla2), Elfyn Evans herdou o quarto posto, embora tenha um atraso de dois minutos e 24 segundos. Apesar de tudo, tem mais de dois minutos e meio de vantagem sobre o Hyundai sobrevivente de Thierry Neuville. Martin Prokop é o sexto, com um enrome avanço - quase cinco minutos - sobre o árabe Khalid al-Qassimi, no terceiro Citroen. E ele estava a ganhar no duelo particular com Abdulaziz al-Kuwahri, que estava a mais de três minutos de Qassimi, e a 14 minutos de Meeke. Os paraguaios Diego Dominguez, num Ford, e Gustavo Saba, num Skoda, fechavam o "top ten".

O rali da Argentina termina amanhã.

sábado, 25 de abril de 2015

Youtube Rally Crash: o acidente de Hayden Paddon na Argentina

Eis um dos videos do acidente de Hayden Paddon esta tarde, no Rali da Argentina. Havia um video onde se via melhor o acidente desta piloto neozelandês, mas o Youtube já o tirou do ar. Desde já se pode dizer que houve seis espectadores feridos e a classificativa foi cancelada, mas nenhum deles corre risco de vida, bem como o piloto e navegador nada sofreram.

A foto do dia (II)

Michele Alboreto, no GP do Mónaco de 1989, a caminho dos seus primeiros pontos do ano, que seria um quinto lugar. No dia em que passa mais um aniversário sobre a sua morte, há precisamente 14 anos, durante uns testes em Lausitzring, na Alemanha, esta foto, tirada por Paul-Henri Cahier, demonstra um carro vazio de patrocínios, como tinha sido a Tyrrell naqueles últimos anos.

A escolha de Alboreto em relação à Tyrrell, depois da sua passagem pela Ferrari, entre 1984 e 1988, representava um regresso à casa que o tinha colocado na Formula 1, em 1981, e onde venceu as suas primeiras corridas, em 1982. Mas esta segunda passagem pela equipa do velho lenhador, o Tio Ken, tornou-se mais atribulada do que julgava, e não durou muito tempo, devido a problemas com patrocinadores, dos quais nem um pódio - o primeiro da marca desde 1983 - o salvou de ficar por lá ao fim de meio ano.

No final de 1988, sem lugar na Ferrari, contemplou o abandono da competição, mas Ken Tyrrell deu-lhe um lugar, com ele a arranjar o patrocínio da Marlboro para ajudar a pagar os salários. Contudo, a marca não o colocava como primeiro piloto da equipa, que tinha Jonathan Palmer como seu companheiro de equipa. e isso se viu em Imola, onde ele surpreendentemente, não conseguiu um lugar na grelha de partida, pois a nova máquina, o 018, não estava devidamente afinada. E na corrida seguinte, no Mónaco, as coisas ficaram piores, quando Ken Tyrrell pediu-o para guiar o velho carro, o 017, ao que ele recusou, boicotando a sessão de quinta-feira.

Com o novo carro, fez o tempo necessário para se qualificarm na 12ª posição da grelha, e fez uma boa corrida, evitando as armadilhas (por exemplo, foi a corrida onde Nelson Piquet e Andera de Cesaris ficaram enganchados no Hotel Loews) que lhe permitiu chegar até ao quinto posto final, atrás do Dallara de Alex Caffi. Na corrida seguinte, na Cidade do México, a sua performance foi bastante melhor, acabando no lugar mais baixo do pódio e dando o primeiro desde o GP dos Estados Unidos de 1983, uma corrida ganha por... ele.

Mas isso não impressionava Tyrrell. Quando arranjou o patrocínio da Camel, ele pediu a Alboreto para que rescindisse o contrato com a Marlboro. Ele recusou e decidiu abandonar a equipa após o GP do Canadá. O seu lugar foi preenchido por Jean Alesi, mas Alboreto não ficou muito tempo parado, pois após o GP da Grã-Bretanha, estava na Larrousse. Ironicamente, o italiano tinha abandonado o contrato com a Marlboro e estes eram patrocinados pela... Camel. Depois disto, ele só conseguiu mais sete pontos nas cinco temporadas seguintes, num final de carreira melancólico, mas que recuperou muita da sua dignidade nos anos seguintes na Endurance.

A foto do dia

José Pedro Fontes, feliz da vida, após ter vencido este sábado o Rali de Castelo Branco. Após três ralis, o piloto da Citroen DS3 R5 parece estar bem lançado para a vitória do campeonato, aproveitando os soluços de Ricardo Moura e o facto de pilotos como Bernardo Sousa e Bruno Magalhães estarem mais interessados no Europeu de Ralis e numa passagem pelo WRC-2.

Mas o ar de satisfação - e algum cansaço - do piloto deveu-se depois de um duelo com João Barros ao longo deste dia. O facto de ambos terem dado mais de três minutos ao terceiro classificado mostra até que ponto esse duelo foi intenso.

Mas José Pedro Fontes não pode descansar sobre os louros. Um dos seus concorrentes, Pedro Meireles, pautou-se pela ausência em Castelo Branco, mas decidiu comprar uma máquina nova, um dos primeiros Skoda Fabia R5 que a marca checa disponibilizou, e que promete voltar ao ataque em junho, com o Rali dos Açores. E com mais alguns ralis até ao final do campeonato, Meireles ainda não baixou os braços e quer estar na luta pelo título.

Em suma, é como a velha máxima romana que o escravo sussurava ao imperador: sic transit gloria mundi. A glória é efémera, mas parece que José Pedro Fontes já está com um bom avanço sobre a concorrência.

CNR: José Pedro Fontes repete a vitória em Castelo Branco

Duas semanas após a sua vitória em Guimarães, José Pedro Fontes (Citroen DS3 R5) repetiu este sábado a vitória em Castelo Branco, ao conseguir bater João Barros (Ford Fiesta R5) num duelo a dois, alargando a liderança no campeonato. No final, a diferença entre ambos ficou-se em  segundos, o que mostra que o rali foi pautado pelo equilíbrio entre os dois pilotos, com carros diferentes entre si.

Foi uma prova muito difícil, com muita instabilidade meteorológica. Comecei a tarde com pneus de chuva, mas mudei depois para intermédios no penúltimo troço, para conseguir manter-me na frente. Foi uma vitória justa mas quero dar os parabéns ao João Barros pela prova que fez, sempre com um forte andamento”, afirmou o piloto do Citroen DS3 R5 no final do rali.

Apesar de conformado com o 2º lugar, João Barros afirmou que estava satisfeito pelo resultado: “Num rali que globalmente correu muito bem, estou satisfeito com o resultado. Estou em boa forma mas ainda não tenho a experiência do Zé Pedro”, concluiu.

Depois de João Barros ter vencido a especial noturna, o dia de hoje começou com a primeira passagem pela especial de Alvito da Beira, com 20,28 quilómetros de extensão, onde José Pedro Fontes foi o melhor, conseguindo ganhar 3,1 segundos sobre João Barros, passando para a frente do rali por 1,1 segundos. Ricardo Moura atrasava-se, perdendo 13 segundos para o comandante, ficando com o terceiro lugar da geral. 

Atrás, João Ruivo, o lider da CNR2 (na foto), sofria um acidente com o seu Renault Clio R3, que ficou atravessado na pista e impedia o andamento do rali por algum tempo. Pouco depois, o piloto contou o que se passou: “Simplesmente aterrámos mal do salto e acabei por perder o controlo do carro”. O seu navegador, Emidio Magalhães, ficou preso no carro, mas não sofreu ferimentos de maior.

João Barros tentava acompanhar José Pedro Fontes, e no final da manhã, a diferença era de "apenas" 6,7 segundos, depois ter vencido a quarta classificativa, terceira consecutiva. Barros começava a manifestar dificuldades em o acompanhar, enquanto que Ricardo Moura já tinha perdido mais de um minuto face aos lideres, e já tinha o Skoda Fábia S2000 de Carlos Martins logo atrás de si, com uma desvantagem de 10,3 segundos face ao piloto açoriano.

Pela tarde, Fontes continuou ao ataque, vencendo a quinta especial e bantendo João Barros por 8,4 segundos, abrindo a diferença entre ambos em 15,7 segundos e parecendo que o rali estava decidido a seu favor. Atrás, Ricardo Moura perdia tempo devido a um furo e perdia duas posições para Carlos Martins, que estava a fazer uma prova mais calma, e para Adruzilo Lopes. Contudo, Moura recuperou um lugar no último troço, mas não conseguiu apanhar o piloto do Skoda Fabia S2000.

No final, a diferença entre ambos os pilotos foi de 22,3 segundos, enquanto que Carlos Martins ficou com o lugar mais baixo do pódio, mas estava bem distante dos dois primeiros: três minutos e 57 segundos, o que demonstra o ritmo que os dois primeiros imprimiram ao longo do dia. Ricardo Moura foi o quarto, a cinco minutos e 21 segundos, enquanto que Adruzilo Lopes foi o quinto, com uma diferença vinte segundos superior. Joaquim Alves foi o sexto, no seu Skoda Fabia S2000, na frente do Porsche de Gil Freitas.

Agora, o campeonato vai parar devido ao Rali de Portugal, mas a ação está de volta entre os dias 4 e 6 de junho, com o Rali dos Açores, uma prova também a contar para o Europeu de Ralis.

Formula 1 em Cartoons - Bahrein (Riko)

O "Riko" colocou um cartoon onde fala das sortes de Fernando Alonso e de Sebastian Vettel, que no final do ano passado, abandonaram as suas equipas rumo a um lugar melhor, onde pudessem voltar a ser felizes. Como saberemos agora, eis os resultados.

De seu nome "A Arte do "Tempismo", eis a tradução:

- Seb: Sai a tempo de uma Red Bull em colapso... para ficar numa "rossa" ressuscitada.

- Fernando: abandona uma Ferrari em recuperação para chegar a uma McLaren... que está no fundo da grelha.

Noticias: Piloto checo morre em rampa austriaca

O piloto checo Otakar Kramsky, de 55 anos, um dos nomes miticos das rampas europeias, morreu hoje de manhã durante os treinos para a rampa de Rechberg, na Austria.

De acordo com informações na imprensa checa, Kramsky  perdeu o controlo do seu carro devido a uma falha mecânica no eixo traseiro do seu carro, que bloqueou as rodas e voou para fora da pista, embatendo de frente a uma árvore. Apesar do socorro rápido, Kramsky morreu no local. A prova foi interrompida de imediato.

Nascido a 1 de julho de 1959 em Jiliemnice, na então Checoslováquia, e um nome mitico no automobilismo checo, com presença constante nas rampas portugueseas, nomeadamente na Rampa da Falperra, começou a correr em 1987 a bordo de um Skoda 130L, para depois passar a um Ford Sierra Cosworth de Grupo N. Em 1992, passou para o Grupo A, onde se tornou tricampeão europeu em 1995, 1997 e 1998, a bordo de um BMW Série 3. Em 1999, abraçou os monolugares, primeiro num Osella-BMW e depois num Reynard ex-Formula Nippon, onde corria com cores amarelo neon.

CNR: João Barros lidera o Rali de Castelo Branco

Pode ter sido apenas um aperitivo para o que vêm aí, neste sábado, mas a especial de abertura do Rali de Castelo Branco, terceira prova do campeonato nacional de ralis, colocou o Ford Fiesta R5 de João Barros na frente da classificação, com uma vantagem de 0,4 segundos sobre o açoriano Ricardo Moura. José Pedro Fontes, recente vencedor do Rali Cidade de Guimarães no seu Citroen DS3 R5, foi o terceiro, a dois segundos.

O resultado mais surpreendente foi o do "gentleman driver" Elias Barros, que foi quarto com o seu Ford Fiesta R5, que foi quarto classificado, a 2,9 segundos, e com alguma distância sobre o Skoda Fabia S2000 de Carlos Martins, a cinco segundos, mais concretamente. Joaquim Alves, noutro Skoda Fabia S2000, foi o sexto, a seis segundos, e na frente do Subaru Impreza de Adruzilo Lopes.

O rali de Castelo Branco continua amanhã na estrada, em mais seis classificativas, no total de 124,62 quilómetros.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

A foto do dia (III)

Rolf Stommelen, no fim de semana do GP da Alemanha de 1976, a famigerada corrida onde Niki Lauda teve o seu acidente quase fatal. Nessa altura, o piloto alemão fazia mais uma aparição esporádica na Formula 1, ao serviço da Brabham, e onde conseguiu um surpreendente sexto lugar, a última vez em que pontuou na sua carreira.

Bom... não diria que fosse uma surpresa, pois Stommelen, sendo alemão, conhcia muito bem o Nordschleife e as suas "mudanças de humor"... 

Há precisamente 32 anos, num circuito que já não existe mais, Stommelen morria aos 39 anos, vitima de ferimentos graves sofridos dois dias antes, quando perdeu o controlo do seu Porsche 935 (a asa traseira tinha-se quebrado) e embateu com estrondo na parede de proteção. O circuito que já não existe mais é o californiano Riverside, que agora é mais uma zona de centro comercial perdida na zona de Los Angeles. Mas foi ali que terminou a carreira construída essencialmente na Formula 1 e na Endurance.

Meses antes dessa foto, e também no Nordschleife, Rolf Stommelen poderá ter tido o seu grande dia na sua carreira. Nos 300 km de Nurburgring, ele estreava o novo modelo da Porsche, o 936, todo pintado de negro e sem tomada de ar. Rapidamente os jornalistas chamaram de "Viúva Negra" e ficou no segundo posto da grelha, entalado entre os Alpine-Renault 442 dos franceses Jean-Pierre Jabouille e de Patrick Depailler

No momento da partida, tinha acabado de chover uns minutos antes e a pista ainda estava molhada. A Renault queria ganhar no Nordschleife, mas Stommelen estava disposto a estragar o dia a eles. Na partida, passou o carro de Jabouille e atiçou-os para o apanhar, até à zona da Nordkerhe. Ali, Stommelen travou mais tarde do que habitual, de propósito, mas sendo suficientemente hábil para não sair da pista. Os Renault "morderam o isco" e passaram-no, mas iam tão depressa, no asfalto molhado, que se despistaram "em tandem" mais adiante, deixando Stommelen a rir-se da situação. A partir dali, surgiu a expressão "ninguém trava tão tarde como Stommelen".

Mas o mais espantoso foi o que aconteceu na sexta volta, quando o cabo do acelerador se quebrou. Em vez de encostar, ele simplesmente desligava o sistema para poder travar, ligando-o nas retas. E foi com essa habilidade que acabou no segundo lugar nessa corrida.

Apesar das grandes vitórias, especialmente em Daytona, nunca venceu as 24 Horas de Le Mans ou as 12 Horas de Sebring. Mas em 1979, ajudou um ator de Hollywood, Paul Newman, a chegar ao segundo posto em Le Mans, num Porsche 935 "Moby Dick", numa habilidade tão boa, que foi-lhe retirada a vitória por causa de uma paragem nas boxes anormalmente longa de 23 minutos. Seria certamente um feito para ficar nos anais da história.

Mas mesmo sem isso, os feitos de Rolf Stommelen estão há muito inscritos nos livros e revistas de automobilismo, para serem lidos pelas gerações vindouras.

WRC 2015 - Rali da Argentina (Dia 1)

O primeiro dia do Rali da Argentina já ficou marcado pelo abandono de Sebastien Ogier, o líder do campeonato. O piloto francês da Volkswagen teve problemas de motor no seu Polo R, e parou após a segunda classificativa, tendo acabado por regressar ao parque de assistência... pelo reboque. Agora, com o final da primeira etapa, o Citroen de Kris Meeke é o lider, mas Jari-Matti Latvala não anda longe, numa altura em que a maior parte dos pilotos já teve problemas.

O dia começou com Ogier a parar no quilómetro seis da segunda classificativa, a de Aguia de Oro, num total de 51,99 quilómetros. Problemas do motor, que funcionava com três cilindros, fez com que parasse na estrada, numa altura em que já perdia tempo para o Citroen de Kris Meeke, que acabou por acontecer, pois o piloto inglês conseguiu uma vantagem de 32 segundos face ao Hyundai de Dani Sordo.

Mas nessa classificativa, houve mais problemas com outros pilotos. Anders Mikkelsen, por exemplo, perdeu um minuto e meio devido a um furo. "Esta especial foi ‘monstruosa’. Temos estado com um bom ritmo mas depois furamos numa ‘direita’ por ter ouvido mal uma nota. Não tenho a certeza de qual a causa do furo mas batemos forte com a traseira do carro”, afirmou o piloto norueguês da Volkswagen. O norueguês não foi muito longe, pois na segunda passagem por Aguia de Oro, ele teve problemas mecânicos e acabou por abandonar.

Com o passar das classificativas, Meeke começou a afastar-se, e no final da quarta classificativa - e segunda passagem por Aguia de Oro, o piloto inglês da Citroen conseguiu um avanço de 13,4 segundos para um Latvala que se debatia com problemas de travões. Por essa altura, Sordo tinha caído para o sexto lugar, mas aproveitou os abandonos de Mikkelsen e do estónio Ott Tanak (arrancou uma roda depois de bater numa pedra) para estar no quarto posto, mas têm Elfyn Evans logo atrás dele, a contestar essa posição.

No final do dia, Jari-Matti Latvala, agora o último sobrevivente da armada Volkswagen, tinha problemas no seu diferencial e via Meeke a afastar-se, acabando a diferença a ficar em 53,1 segundos. "Estou apenas a concentrar-me na minha prova, sem pensar na posição em que estou. A Citroen construir um carro muito forte e uma posição no top 5 aqui na Argentina seria bom para recuperar a minha confiança", disse um moedesto Kris Meeke.

Mads Ostberg é o terceiro, em outro Citroen DS3 WRC, e está a um minuto e 17 segundos do seu companheiro de equipa. Apesar do seu ritmo cauteloso ter evitado ser apanhado na tempestade de problemas que afetaram os seus adversários, o tempo que perdeu faz com que amanhã tenha de andar ao ataque, para pressionar Meeke e Latvala para cometerem erros, e tentar afastar-se de Dani Sordo, que neste momento têm um atraso de um minuto e 57 segundos para a liderança, mas parece estar em recuperação.

Logo atrás está Elfyn Evans, a um minuto e 59 segundos, enquanto que Martin Prokop é o sexto, a três minutos e 24 segundos do comando, mas numa posição confortável face ao belga Thierry Neuville, o sétimo no Hyundai i20 WRC, a cinco minutos e sete segundos. Khalid al Qassimi é o oitavo, enquanto que a fechar o "top ten" estão o qatari Abdulaziz al-Kuwari, o melhor dos WRC2, e o ucraniano Yuri Protassov.

O rali da Argentina prossegue amanhã. 

A foto do dia (II)

A foto foi tirada no Daily Telegraph e é provavelmente de ontem. Ali estão Jeremy Clarkson, James May e Richard Hammond, com o produtor do programa, Andy Wilman, a curtir o sol primaveril de Londres, num pub perto das casa deles.

Mas para quem conhece a história do Top Gear, sabe que estes quatro senhores são a alma do programa que já existia desde 1977, e que foi reavivado em 2002, graças aos esforços de Wilman e Clarkson, colegas de escola, ao qual se juntaram Hammond e May, este um ano mais tarde, depois de uma temporada com Jason Dawe. E este ajuntamento, mesmo que eles digam o contrário, poderá indicar que eles vão fazer um novo programa, que será lançado dentro em breve, depois dos quatro terem saído da BBC - Wilman confirmou ontem que abandonou a cadeia de televisão britânica.

Bem vistas as coisas - e salvo os devidos exageros - parecem os novos Beatles, cinquenta anos depois dos primeiros, todos querem saber onde é que vão atuar a seguir. Clarkson já jurou na sua coluna de opinião no Sunday Times que irá fazer um novo programa de televisão, resta saber onde e como será. As cadeias privadas querem largar alguns milhões de libras por ano para os ter, mas podem pensar no futuro e fazer o seu próprio programa no Netflix, controlando todos os aspectos da produção. Pode ser mais barato, mas têm já uma audiência garantida à partida.

Uma coisa é certa: parados, não ficam. E todos nós esperamos por saber os seus planos futuros.

A foto do dia

Esta imagem é inédita: um Volkswagen de ralis no reboque. E o feito aconteceu esta tarde no Rali da Argentina, com o carro de Sebastien Ogier. O piloto que vinha até aqui a vencer todos os ralis do ano, terminou a sua participação após a segunda classificativa, vitima de um problema de motor. Pela primeira vez este ano, o atual campeão do mundo e o candidato numero um à revalidação do titulo, vai voltar via "Rally2" e as suas chances de pontuar estão drasticamente reduzidas.

Para piorar as coisas, Anders Mikkelsen também teve problemas - ele furou - e as chances de vitória para os alemães estão reduzidas ao finlandês Jari-Matti Latvala. Pode não ser muito, ou ser altamente improvável, mas isto faz com que as coisas se alargassem imenso para a concorrência, e enquanto escrevo estas linhas, a liderança pertence a Kris Meeke, no seu Citroen DS3.

E de repente, o rali da Argentina tornou-se bem mais interessante! 

GP Memória - San Marino 2005

Depois de três semanas de ausência, a Formula 1 chegava por fim à Europa, mais concretamente a Imola, palco do GP de San Marino. A grande novidade vinha da Red Bull, que não só substituiaum dos seus pilotos, o austriaco Christian Klien, por outro dos pilotos da "cantera" dos energéticos, o italiano Vitantoino Luizzi, como também anunciava que em 2006, iriam ter motores da Ferrari nos seus carros. 

Outra alteração na lista de inscritos era que na McLaren, era a vez de Alexander Wurz guiar o carro da marca no lugar do lesionado Juan Pablo Montoya.

Com o sistema combinado de tempos ainda em vigor - mas com as criticas a serem muitas e duras - Kimi Raikkonen foi o melhor com o seu McLaren, com Fernando Alonso logo a seu lado, no seu Renault. Jenson Button era o terceiro, no seu BAR-Honda, seguido pelo Williams de Mark Webber, enquanto que a terceira fila era ocupado pelo Toyota de Jarno Trulli e pelo segundo BAR de Takuma Sato. Alexander Wurz era o sétimo, no seu McLaren, seguido pelo Sauber de Felipe Massa, enquanto que a fechar o "top ten" estavam o outro Williams de Nick Heidfeld e o Ferrari de Rubens Barrichello.

Michael Schumacher era apenas o 14º na grelha, tendo atrás de si apenas os Red Bull, os Jordan e os Minardi. E pouco depois Felipe Massa teve de trocar de motor, obrigando-o a perder dez posições na grelha de partida, largando no 18º lugar.

A corrida começou com Raikkonen ma liderança, aguentando os ataques de Alonso. Mas isto foi sol de pouca dura, pois na nona volta, o seu carro parou devido a problemas de transmissão. Assim sendo, o espanhol da Renault herdou a liderança, enquanto que atrás, Schumacher tentava recuperar posições, apesar de durante vinte voltas, teve dificuldades em superar o Toyota de Jarno Trulli.

Apenas quando o italiano parou nas boxes é que Schumacher esteve livre para apanhar Alonso e perseguiu Button, conseguindo superar uma desvantagem de 20 segundos em treze voltas e passar o britânico da BAR. Na volta 50, Schumacher vai às boxes para reabastecer, e volta para a pista mesmo atrás de Alonso, e começa a tentava de o apanhar e superá-lo.

As doze voltas finais foram de cortar a respiração, quando Alonso começou a ser pressionado por Schumacher pela liderança, com a diferença a andar em menos de meio segundo entre os dois, numa batalha que fazia lembrar o duelo entre Gilles Villeneuve e Didier Pironi, 23 anos antes. Contudo, apesar das pressões, Alonso aguentou e acabou por vencer pela segunda vez na temporada.

No lugar mais baixo do pódio estava Jenson Button, no seu BAR-Honda, mas pouco depois, os comissários de pista foram ver o seu carro e verificaram que estava abaixo do peso regulamentar. Os comissários decidiram desclassificar Button, mas a FIA foi mais longe e apelou ao tribunal, afirmando que os carros estavam ilegais e pretendiam bani-los do campeonato. No final, a equipa foi excluida durante duas corridas e os resultados de ambos os pilotos foram retirados, o que significava também que o quinto lugar de Takuma Sato também tinha sido apagado.

Assim sendo, Alexander Wurz foi o terceiro, seguido do Sauber de Jacques Villeneuve, do Toyota de Jarno Trulli, dos Williams de Nick Heidfeld e Mark Webber, e por fim o Red Bull de Vitantoino Luizzi. Ralf Schumacher tinha originalmente sido o sexto classificado, mas por cauda de uma manobra de bloqueio a Heidfeld quando saia das boxes, foi penalizado em 25 segundos e ficado fora dos pontos, no nono posto.

Noticias: Navegador perde a vida no Rally-Raid do Qatar

O belga Jurgen Damen, navegador do piloto holandês René Kuipers, morreu na tarde desta quinta-feira, após sofrer um grave acidente no Rally-Raid do Qatar, quando o seu Ford capotou a alta velocidade durante a etapa de hoje. Aparentemente, Damen quebrou o pescoço no acidente, e apesar de ser socorrido de imediato e levado para um hospital em Doha, não resistiu ais ferimentos.

Pouco depois, um desconsolado Kuipers - que saiu incólume do acidente - explicou que “passámos por uma duna muito íngreme e o carro de repente capotou. Parecia ser um acidente normal, mas de imediato percebi que algo estava muito errado com o Jurgen. Acionei logo o botão de emergência do carro para que a organização soubesse que algo grave tinha acontecido, depois tirei o Jurgen para fora do carro e deitei-o na areia. Ele estava com os cintos bem apertados e o capacete estava intacto, mas o pescoço parecia estar partido”.

Entretanto, a FIA emitiu um comunicado a lamentar a perda e que abriu um inquérito sobre as circunstâncias do acidente.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Quem colocaríamos numa competição feminina? (Parte 2)

(continuação do capitulo anterior) 

6 - Katherine Legge

Aos 34 anos de idade (nascida a 12 de julho de 1980), a última vez que ela foi vista foi na Formula E, onde correu um o carro da Amlin Aguri nas duas primeiras provas do ano, sem resultados de relevo. Mas a sua carreira já é grande, começando no ano 2000, na formula Ford, onde foi pole-position numa corrida. Em 2005, estava nos Estados Unidos, onde correu no campeonato Atlantic, vencendo três corridas e acabando na terceira posição. Pelo meio, fez um teste num Minardi de Formula 1, andou num carro da A1GP, antes de em 2006 andar na ChampCar por duas temporadas, primeiro pela PKV, e depois pela Dale Coyne, onde conseguiu dois sextos lugares como melhor resultado.

Entre 2008 e 2010, foi para o DTM, correndo num Audi e não conseguindo qualquer ponto, ao que logo a seguir, em 2012, foi para a IndyCar, pela Dragon Racing, conseguindo como melhor resultado um nono posto em Fontana, a última prova do ano. Teve uma participação em 2013 nas 500 Milhas de Indianápolis, antes de ir para a United SportsCar Series, guiando o carro da DeltaWing, onde continua nesta temporada.

7 - Vittoria Piria

Filha de pai inglês e mãe italiana, "Vicky", de 21 anos (nascida a 11 de novembro de 1993, em Milão), depois de cinco temporadas no karting, passou em 2009 para os monolugares, onde correu na Formula 2000 Light. No ano seguinte, passou para a Formula Abarth, sem conseguir pontuar, o que fez com que ficasse mais uma temporada na categoria, onde conseguiu nove pontos e o 15º posto final.

Em 2012, passou para a GP3 Series, correndo pela Addax, mas não foi mais longe do que um 12º posto no Mónaco, logo, não conseguindo pontuar. No ano seguinte, esteve na espanhola Euro Formula 3 Open, onde foi décima classificada, antes de ir em 2014 para os Estados Unidos, onde correu quatro provas na Pro Mazda Series.   

8 - Tatiana Calderon

Colombiana, com 22 anos de idade (nasceu a 10 de março de 1993), a carreira de Calderon nos monolugares começou em Star Mazda americana em 2010, terminando no décimo posto, e no ano seguinte, chegou ao sexto lugar, depois de conseguir dois pódios. Em 2012, passou para a Euro Formula 3 Open espanhola, onde ao serviço da equipa de Emilio de Villota, onde foi nona classificada no campeonato. 

Em 2013, foi para a Formula 3 europeia, ao serviço da Duble R Racing, sem conseguir pontuar, mas continuou no ano seguinte, desta vez na Jo Zeller Racing, onde conseguiu 29 pontos e o 15º lugar na geral. Em 2015, continuará na Formula 3 europeia, agora ao serviço da Carlin.  


9 - Beitske Visser


Aos vinte anos de idade (nasceu a 10 de março de 1995), já têm quatro temporadas de monolugares, e com algumas vitórias nas mãos. Agora vai a caminho da sua segunda temporada na World Series by Renault, ao serviço da espanhola AV Formula, Visser já fez parte do programa de jovens pilotos da Red Bull, em 2013, depois de ter vencido duas corridas na Formula ADAC Masters, na Alemanha. 

A sua temporada de estreia na WSR, em 2014, também pela AV Formula, foi modesta, mas conseguiu pontuar por duas vezes, uma delas um quinto lugar em Jerez e terceiro entre os "rookies", que permitiu subir ao pódio. Para além disso, correu em duas provas da GP3, pela Hilmer Motorsport, sem conseguir pontuar.

10 - Pippa Mann

Aos 31 anos de idade (nasceu a 13 de agosto de 1983), Mann vai este ano correr nas 500 Milhas de Indianápolis a bordo de um carro da Dale Coyne. Mas a sua carreira no monolugares começou em 2003, na Formula Renault britânica. Até 2006, não conseguiu resultados de relevo, embora nesse ano tenha sido 19ª no campeonato, com 89 pontos.

No ano seguinte, foi para a World Series by Renault, onde conseguiu um ponto pela Cram Competition, e no ano seguinte, pela P1 Motorsport, foi melhor, com um sétimo lugar numa das rondas de Nurburgring, obtendo cinco pontos. 

Em 2009, passou para a IndyLights americana, onde no ano seguinte conseguiu uma vitória e três pole-positions, terminando a temporada no quinto lugar da classificação geral. Uma dessas poles foi em Indianápolis, tornando-se na primeira mulher a consegui-lo.

Assim sendo, em 2011, passou para a IndyCar, com participações esporádicas, especialmente nas 500 Milhas de Indianápolis, sendo que nos dois últimos anos foram ao serviço da Dale Coyne. Pelo meio, em 2012, correu na Auto GP, pela Campos Racing, onde conseguiu cinco pontos, todos em Sonoma.

11 - Bia Figueiredo

A piloto brasileira de 30 anos (nascida a 18 de março de 1985), anda atualmente pela Stock Car brasileira, depois de quatro temporadas na IndyCar, com resultados algo modestos. Ela conseguiu um 11º lugar em Toronto, em 2011, pela Dreyer & Reinbold Racing, e a sua última passagem data de 2013, quando fez sete corridas com a Dale Coyne.

Mas antes disso, começou a sua carreira em monolugares na Formula Renault brasileira, onde foi terceira classificada em 2005, conseguindo três vitórias e três pole-positions, passando depois para a Formula 3 Sul-Americana, onde foi quinta classificada. Em 2008, andou pela IndyLights, acabando no terceiro lugar, após uma vitória e cinco pódios. No ano seguinte, venceu mais uma corrida, mas conseguiu mais um pódio, terminando no oitavo lugar.

12 - Samin Gomez Briceño

Piloto venezuelana de 23 anos (nascida a 4 de fevereiro de 1992), Samin Gomez tenta agora voltar à GP3, depois de ter lá andado na temporada de 2013 pela Jenzer Motorsport, sem conseguir qualquer ponto. Mas a sua participação nos monolugares começou em 2008, na Asian Formula Renault Challenge, onde em 2009 foi nona classificada, e em 2010, foi terceira, depois de ter conseguido duas pole-positions e três idas ao pódio.

Em 2011 passou para a Formula Abarth italiana, onde no ano seguinte, pela Jenzer Motorsport, foi sétima classificada, depois de conseguir dois pódios na série europeia, e uma volta mais rápida na série italiana, onde também terminou na sétima posição. Depois da GP3, foi para a AutoGP, onde correu em quatro provas, com um nono lugar como melhor resultado.

13 - Sabine Schmitz

A partir da numero treze, fica complicado encontrar pilotos que tenham uma carreira consistente no automobilismo, provando que esta é uma modalidade bem complicada para elas. Mas há algumas semanas surgiu a noticia de que a alemã Sabine Schmitz iria correr num Chevrolet da Munnich na etapa alemã do WTCC, sendo a primeira mulher a participar nesta competição.

Mas o que faz ela aqui nesta lista é que é uma das pessoas que conhece melhor o Nordschleife. Apesar de já ter 45 anos de idade (nasceu a 14 de maio de 1969), começou a correr em Turismos, tendo vencido as 24 Horas de Nurburgring em 1996 e 1997, ambos num BMW M3. e em 2008, num BMW Z4, foi terceira classificada.

Mas pelo meio, entrou em vários programas de televisão, quer na Alemanha, quer no resto do mundo. Em 2004 e 2005, fez participações no programa Top Gear, onde tentou andar abaixo dos dez minutos no Nordschleife numa carrinha Ford Transit. Dois anos depois, entrou num desafio entre a Alemanha e a Grã-Bretanha, no circuito de Zolder, no mesmo programa.

Para além disso, já teve - e conduzia - uma companhia de táxis que providencia voltas ao Nordschleife. Segundo as suas próprias contas, deve ter dado mais de vinte mil voltas no circuito ao longo da sua carreira.

(continua)