quinta-feira, 2 de julho de 2015

Youtube Rally Crash: O acidente de Kris Meeke no "shakedown"

O Rali da Polónia começa esta noite, mas antes, no shakedown, o britânico Kris Meeke capotou o seu Citroen da maneira como vemos nesse video. Os estragos foram grandes, mas a equipa recebeu autorização da organização porque, depois de verificados os estragos, o "roll-bar" não foi afetado e a segurança do piloto e do seu navegador não estavam em perigo.

A(s) foto(s) do dia

Passam hoje 30 anos sobre o seu desaparecimento. E como já disse muito sobre ele ao longo destes anos, hoje vou ser sintético nas palavras: ele é um herói para os nossos tempos. Porque ao menos , David Purley tentou salvar Roger Williamson, quando muitos ficaram quietos. E precisamos de exemplos desses nestes tempos que correm.

Claro, foi herói por mais coisas, e no fim de semana do GP britânico, recordamos também o seu acidente de 1977, onde sobreviveu a 176,2 G's de força no seu próprio carro. E continuo a dizer que a sua vida vale um filme de Hollywood. Pode ser que um dia façam. 

GP Memória - França 2000

Duas semanas após a corrida canadiana, máquinas e pilotos estavam de regresso à Europa para fazer o GP de França, que era disputado no sinuoso circuito de Magny-Cours. Entre esse tempo, a Formula 1 fez testes no mesmo lugar para se preparar para a corrida, e a McLaren estava esperançada de que iria apanhar a Ferrari, apesar de esta ter vantagem no campeonato, graças a Michael Schumacher, que liderava com 22 pontos de avanço, e parecia que ia imparável a caminho do tricampeonato.

Se não havia alterações na lista de inscritos, isso não acontecia que as coisas estavam paradas nos bastidores: a Benetton tinha anunciado um acordo para que em 2001, teriam de novo motores Renault, enquanto que a Jordan anunciava que iria ter motores Honda nesse ano, deixando cair o preparador Mugen no nome. E a McLaren anunciava também que iria renovar o contrato aao escocês David Coulthard.

Na qualificação, o melhor era Schumacher, que conseguira um avanço de 102 centésimos sobre Coulthard. Na segunda fila ficaram o Ferrari de Rubens Barrichello, que tinha a seu lado o segundo McLaren de Mika Hakkinen. Ralf Schumacher, no seu Williams, e Eddie Irvine, no seu Jaguar, ocupavam a terceira fila, enquanto que na quarta estavam o BAR-Honda de Jacques Villeneuve e o Jordan-Mugen Honda de Heinz-Harald Frentzen. A fechar o "top ten" estavam o segundo Jordan de Jarno Trulli e o segundo Williams do jovem Jenson Button.

Debaixo de um tempo idilico de verão, máquinas e pilotos preparavam-se para a corrida. Quando as luzes se apagaram, Schumacher defendeu-se de Coulthard, enquanto que Barrichello aproveitou para ficar com o segundo lugar. Irvine caia algumas posições, para o décimo posto, sendo passado por Ralf, Frentzen, Trulli e o Sauber de Mika Salo. Em contraste, Jacques Villeneuve conseguira passar o piloto da Williams e era quinto, atrás de Hakkinen.

Nas voltas seguintes, Schumacher começa a ir embora do resto do pelotão, enquanto que Barrichello segurava os McLaren. Na décima volta, a diferença já estava em cinco segundos, e na volta 18, já era de 6,2 segundos. Três voltas depois, Jarno Trulli era o primeiro piloto dos da frente a parar para reabastecimento, seguido por Villeneuve, Frentzen e Ralf Schumacher. Na volta seguinte, Coulthard conseguia passar Barrichello para ficar com o segundo lugar, mas pouco depois, ambos paravam nas boxes, o que indicava que iriam fazer dois reabastecimentos. Nas duas voltas seguintes, Hakkinen e Michael Schumacher também iriam fazer o primeiro reabastecimento.

Na saída das boxes, o alemão manteve a liderança, mas a partir dali, Coulthard tinha pneus mais eficazes e na volta 32, estava bem perto do alemão, que tentou a sua sorte na travagem para o gancho de Adelaide, mas Schumacher defendeu-se de forma musculada, de tal maneira que o escocês travou para evitar a colisão. Zangado, Coulthard respondeu com o dedo do meio, ou como diria Nelson Piquet, "mandando aquele gesto bacana"...

Entretanto, Hakkinen aproximou-se dos dois primeiros, mas na volta 40, Coulthard voltou a tentar a sua sorte, com sucesso para o piloto da McLaren. A seguir, viu aproximar Mika Hakkinen, altura em que aproveitaram para irem para as boxes pela segunda vez para reabastecer, na volta 43. Ambos saíram atrás de Barrichello, mas quando este parou, na volta seguinte, os dois regressassem ao segundo e terceiro classificado, respectivamente.

Ambos rolavam juntos, com o finlandês a tentar encontrar uma oportunidade de passar o alemão até que na volta 59, o motor Ferrari explode e Schumacher encosta à berma, com Hakkinen a herdar o segundo posto.

Com isto, o resto da corrida não teve muita história, com os McLaren a comemorar uma dobradinha quando foi mostrada a bandeira de xadrez, com Coulthard como vencedor e Hakkinen na segunda posição, a 14 segundos do vencedor. Rubens Barrichello ficou com o lugar mais baixo do pódio, com os restantes lugares pontuáveis a ficar para o BAR de Jacques Villeneuve, o Williams-BMW de Ralf Schumacher e o Jordan-Honda de Jarno Trulli.  

Noticias: Manor-Marussia têm novo patrocinador

A Manor apresentou esta tarde mais um novo patrocinador, a forma de contentores Flex-Box. Baseada em Hong Kong, a firma fabrica e manda mais de 25 mil contentores para todas as partes no mundo, e vai estar nos flancos dos Manor até ao final da temporada, sendo o segundo patrocinador a aparecer na equipa de Banburry, depois da Airbnb.

"Estamos muito satisfeitos em receber a Flex Box na Marussia F1 Team Manor" começou por dizer o chefe de Manor, John Booth, no comunicado oficial da marca. "Somos duas empresas muito ambiciosas, aspirando a um enorme crescimento na cena internacional e também fazer um grande impacto nas nossas respectivas indústrias", continuou. "Este é a nossa segunda parceria em poucas semanas, logo, são tempos excitantes no desenvolvimento da nossa equipa. É muito gratificante para nós poder acolher marcas de pensamento similar para se juntar a nós nesta jornada e ajudá-los a alcançar seus próprios objetivos", concluiu Booth.

Já do lado da empresa, Henrik Nielsen, o proprietário da empresa, começou por afirmar: "Estou muito contente de ter acordado uma parceria entre Flex Box e a Marussia F1 Team Manor, e anunciar isso no seu Grande Prémio caseiro, neste fim de semana". 

"Temos um forte pedigree no automobilismo, com parcerias em nove categorias diferentes. De uma certa forma, a Flex Box já tem uma forte presença no desporto automóvel. Estamos muito satisfeitos por ter estendendo essa presença na Fórmula 1, num movimento que é representativo das nossas ambições globais para o crescimento do nosso negócio", concluiu.

A partir de agora, os carros de Will Stevens e Roberto Merhi terão mais uma cor nas suas carenagens, o azul.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

As fotos do dia






Eu já disse isto num destes "Dias de São Gilles e São René": que nunca uma corrida teve um vencedor tão subestimado. Ainda por cima, um vencedor que tinha alcançado algo incrível na história da Formula 1: o primeiro piloto a vencer com um carro com motor Turbo. E mais do que isso, pois falamos de um piloto francês, num carro francês, com pneus franceses e motor francês. E isso, em 1979, era único.

Para melhorar isso, a vitória de Jabouille e da Renault acontecia quase dois anos após a sua estreia em Silverstone. Os críticos, especialmente os britânicos gozavam com eles, chamando ao carro de "chaleira amarela", e pessoas como Bernie Ecclestone, então o patrão da Brabham, tinham declarado prematuramente o fracasso do motor Turbo. Poucos meses depois, já falava com a BMW para que fizesse um motor de 4 cilindros em linha para colocar nos seus carros...

Mas azar dos azares, Jean-Pierre Jabouille alcançou a sua primeira vitória na pior altura possível. Porque as câmaras da televisão francesa andaram a parte final da corrida a captar as imagens do segundo e terceiro classificado, o Ferrari de Gilles Villeneuve e o segundo Renault de René Arnoux. O francês queria fazer a dobradinha para a Renault, e o canadiano queria mostrar que o seu flat-12 ainda era superior aos V6 Turbo. Mas no final, aquela luta mítica não era perfeita: o motor de Arnoux tinha um problema no seu Turbo que impedia de dar a devida potência.

Mas houve males que vieram por bem. Aquele momento ficou para a história. 

Noticias: Kubica ainda sonha com a Formula 1

No fim de semana do Rali da Polónia, Robert Kubica, o herói local, falou à imprensa sobre a sua carreira nos ralis e a possibilidade de um regresso à Formula 1, do qual vestá fora desde fevereiro de 2011, altura do seu acidente no Rali Ronda di Andora, onde ficou profundamente afetado na sua mão direita.

Na próxima temporada se alguém viesse ter comigo e dissesse: 'Robert, vais correr em Monza', eu aceitaria imediatamente. Sinto-me capaz de pilotar um Formula 1 em algumas pistas. Depois do acidente encontrei-me numa situação onde preciso constantemente de novos desafios para a minha carreira” entende o piloto polaco, atualmente com 30 anos.

Sobre o atual estado da modalidade, Kubica confessa que raramente acompanha os Grandes Prémios, mas considera que “a modalidade está menos atrativa porque os monolugares estão mais lentos. As voltas iniciais das provas estão cerca de oito segundos mais lentas do que em 2008” concluiu.

O Rali da Polónia começa amanhã com o "shakedown" e Kubica será dos mais seguidos, para além dos pilotos de fábrica.

terça-feira, 30 de junho de 2015

A Formula E pode ir para Imola?

Sempre achei que o grande defeito da Formula E é não ter um circuito permanente no seu calendário, e pensava que daquilo que ando a ouvir sobre o possivel calendário para a segunda temporada não teria grandes alterações. Mas parece que hoje surgiu algo completamente diferente: a proposta de um circuito permanente. E não é um qualquer: é Imola. Dizendo melhor... meia Imola.

A proposta foi mostrada hoje e mostra uma circuito de 2842 metros, onde é aproveitado o circuito entre Acqua Minerale, Variante Alta, Rivazza e a reta da meta, cortando antes de Tamburello, voltando à pista, evitando a Villeneuve, Tosa, e Piratella. Os subscritores são o presidente da câmara local, Daniele Manca, com o presidente da Con.Ami, Stefano Manara, que estiveram neste fim de semana de Londres com Alejandro Agag. O circuito cumpre os critérios, ou seja, um circuito com menos de 3000 metros, para que os carros consigam sempre ter energia para chegar ao fim.

Veremos se a proposta será aprovada. Alejandro Agag já disse há umas semanas que chegou a receber propostas de... 180 cidades para receber a competição elétrica.

A foto do dia

Esta foto é rara e vi no Facebook do Paulo Marinho Tavares: Jody Scheckter, em Fiorano, a testar o Ferrari 126C1 Turbo, que não iria aproveitar em 1981, porque tinha decidido abandonar a Formula 1. Com esta foto, decidi recordar o piloto, agora com 65 anos, radicado em paragens inglesas e a viver a sua vida como... agricultor biológico.

De origem judaica, nasceu em East London a 29 de janeiro de 1950, com um irmão mais velho, Ian, que também foi piloto. Depois de uma "entrada de leão" na McLaren, onde causou uma carambola na segunda volta do GP da Grã-Bretanha, em 1973, Scheckter mudou de atitude quando foi o primeiro a chegar aos destroços do carro de Francois Cevért, em Watkins Glen, nos treinos para o GP dos Estados Unidos daquele ano. A partir dali, o sul-africano só queria sair dali vivo.

Depois da Tyrrell e Wolf, Scheckter chegou à Ferrari no final de 1978 e aproveitou a ocasião para vencer em três provas, na Belgica, Mónaco e Itália. E por essa altura, os dias selvagens do piloto sul-africano já tinham desaparecido, tanto que aproveitou os passos em falso do seu companheiro de equipa, o canadiano Gilles Villeneuve, para ser campeão do mundo. E depois disso, Scheckter limitou-se a cumprir o contrato que tinha com Enzo Ferrari. Tanto que quando defendeu o titulo, conseguiu apenas dois pontos, contra os seis de Gilles.

Mas no meio disso tudo, foi um profissional dedicado até ao último dia, mesmo testando carros que sabia que não iria usar.

À caça de gambuzinos

Tem dias que dá nisto. Quem me conhece, sabe que gosto do que faço, e faço-o bem feito. E isso me deu ao longo destes oito anos de existência deste blog, vários convites para colaborar em sitios de automobilismo. Colaborei em sites como o Supermotores, o Portal F1, o Motordrome, a revista virtual Speed e recentemente, o Nobres do Grid e o Vavel Portugal. Sempre colaborei em automobilismo, escrevi sobre Formula 1, Ralis, Formula E, IndyCar, etc. Escrevi muito sobre a história e claro, sempre fui muito profissional e dei sempre o melhor, mesmo em momentos em que tinha de lutar contra mim mesmo e o meu desânimo, sempre que tinha frustrações de vária ordem.

Quando comecei nesta aventura, em 2007, estava desempregado, e sempre achei que isto serviria para duas coisas: a primeira, para me treinar a escrever noticias, reportagens, entrevistas, cronicas e afins, e a segunda serviria como montra para um possível empregador, que me recrutasse e pudesse por fim viver o meu sonho: ser pago para escrever. O sonho realizou-se por duas vezes, uma no inicio de 2009, quando fui para um jornal desportivo local, o Desporto Total, e a segunda, no outono de 2011, no Portal F1, quando me contrataram para escrever na versão portuguesa, pois o site tinha uma base inglesa.

Infelizmente, as experiências foram curtas: a primeira terminou cinco meses depois, com salários em atraso - sou credor de 2100 euros, e provavelmente nunca mais verei esse dinheiro - e a segunda também terminou ao fim de cinco meses, depois de divergências entre os dois sócios que tomavam a conta do negócio. Felizmente, nunca houve salários em atraso.

Há momentos em que sinto que voltei à casa de partida, e este é um deles. O pior disto tudo - daí o título, é que sempre que tenho um convite e o aceito, é daqueles em que a colaboração "é para aquecer", ou seja, não há dinheiro. É tudo voluntário. Sempre me contaram que nestas coisas, o dinheiro é um grande incentivo para continuar. Continuar a colaborar, a apresentar ideias, a melhorar o produto. Tive momentos em que vi coisas que poderiam ser geniais se arranjassem dinheiro para pagar a todos, arranjar publicidade ou um financiador. O momento mais frustrante foi a Speed, que poderia ter sido uma excelente revista se fizesse isso. Infelizmente, ou não conseguiram, ou não compreenderam a ideia. E perdeu-se uma chance.

Não vou dizer que não sei fazer outra coisa - claro que sei, e se aparecesse a oportunidade, não a enjeitaria - mas adoraria viver disto. Ter o meu pé de meia para colocar de lado e investir noutras coisas. Não quero abandonar isto, mas creio que é altura de deixar de ser ingénuo e não aceitar mais colaborações gratuitas. Para isso, já faço aqui. Ir para outros lados esperando que algum dia seja pago é um pouco esperar que chova no deserto. Isso pode nunca acontecer, ou quando acontecer, sera demasiado tarde.

Portanto, a partir de agora, terminaram as colaborações. Para além do blog, a unica excepção será a do Nobres do Grid, porque é uma coluna de opinião mensal. Sinto-me cansado de ao fim destes anos todos, terem sido mais as colaborações não-pagas do que pagas. E sinto também uma grande frustração porque ao longo deste tempo todo, a minha ideia de ter um sitio funcional, pago, onde todos saíssem beneficiados, esbarrasse com incompreensões e com intenções diferentes. Confesso-me até surpreso por não ter encontrado ninguém em português - quer em Portugal, quer no Brasil - que quisesse escrever sobre automobilismo e ser pago por isso, como fazem o Motorsport Brasil ou o Grande Prêmio. Acho que há muito romantismo por aí, e muito amadorismo também. Daí a efemeridade de muitos desses projetos em que me vi envolvido.

Acho que é altura de serem mais sérios, e eu ser menos ingénuo. Porque já estou muito cansado e frustrado. E a minha paciência - grande, para ser honesto - têm limites. 

Formula E: Renault vai construir o seu proprio propulsor

Dois dias depois do final da primeira temporada da Formula E, a Renault anunciou que na próxima temporada irá construir o seu próprio motor elétrico. A marca francesa, que forneceu propulsores elétricos a todas as equipas nesta temporada, vai construir um propulsor diferente para a e.dams, equipa liderada por Jean-Paul Driot e Alain Prost, e que teve Sebastien Buemi e Nicolas Prost como pilotos.

Estamos a tornar-nos um construtor independente para a próxima temporada, por isso vamos desenvolver o nosso próprio motor elétrico para o monolugar. Este ano ele é Spark-Renault e foi usado por todas as equipas, no próximo será Renault, utilizado pela e.dams-Renault”, explicou Patrice Ratti, o CEO da Renault Sport Technologies.

A Renault vai seguir o exemplo das restantes equipas, que vão fazer os seus próprios propulsores. A Virgin, por exemplo, aliou-se à Citroen, enquanto que a ABT está numa aliança com a Audi. As restantes equipas vão fazer as suas próprias unidades de propulsão, como a Venturi, a Mahindra ou a Andretti, entre outros.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Dailymotion Motor Show: O último episódio do Top Gear


Film 1 por topgear2015

Film 2 por topgear2015
Acabei a noite de ontem a ver, não sem alguma melancolia, o último episódio do Top Gear tal como o conhecemos. Com James May e Richard Hammond a apresentar o programa num estudio vazio, eles lá colocaram os filmes que já tinham feito antes de Jeremy Clarkson ter esmurrado o produtor e a BBC acabar por o despedir.

O programa consiste em dois filmes: um com carros clássicos dos anos 70 - Jeremy num Fiat 124, Hammond num MG e May num Peugeot 304 descapotável, passeando por campo inglês. E o final é surpreendente.

O segundo filme são os mesmos três estarolas, mas desta vez a guiar jipes. Os SUV's, tão na moda hoje. O orçamento? 250 miseras libras. E conseguiram-se algumas coisas interessantes: May num Mitsubishi Pinin, Hammond num Cherokee, e o orangotango num Opel Frontera. Ou como se diz na Grã-Bretanha... Vauxhall. Neste caso, sem escape e mais tarde com umas jantes... especiais.

E depois disto, aparecerá uma nova era. Os Três Estarolas vão para a Net, e o Top Gear terá Chris Evans e mais dois badamecos. Veremos como será num futuro próximo. 

Youtube Motorsport Racing: A segunda corrida de Londres na integra

A primeira temporada da Formula E acabou hoje, com a vitória de Sam Bird em termos de corrida, e onde Nelson Piquet Jr se tornou no primeiro campeão da categoria, conseguindo bater Sebastien Buemi... por um ponto, e com Lucas di Grassi a ficar no terceiro posto, a dez pontos do primeiro.

A corrida foi emocionante até à última curva, especialmente quando tivemos a parte de Bruno Senna, que conseguiu aguentar os ataques de Sebastien Buemi nas últimas voltas e quase perdeu o seu quarto lugar - o melhor resultado do ano para o sobrinho do Ayrton.

Assim sendo, quem não viu a corrida ou quem gostaria de voltar a vê-la, coloco aqui na integra o video da corrida de encerramento do campeonato, no Battersea Park.

domingo, 28 de junho de 2015

A foto do dia (II)

Isto foi do que sobrou do Abarth do búlgaro Teodor Slavov, morto esta manhã aos 31 anos de idade num rali na sua terra. Aparentemente, ele não teve grande chance após o acidente, enquanto que o seu navegador foi levado para o hospital, sem ferimentos graves.

Sempre nos disseram que o automobilismo é perigoso, mas creio que por estes tempos ganhou-se a ilusão de que, porque os carros estão cada vez mais fortes, nunca mais morrerão pilotos. Puro engano, nem a Formula 1 se salva, como soubemos no ano passado com Jules Bianchi.

No final, só podemos lamentar mais esta morte no automobilismo. Pagou o preço mais alto por aquilo que mais gostava.

A foto do dia

Nelson Piquet Jr nos braços dos seus membros de equipa, após o final da corrida de Londres. O piloto brasileiro da China Racing fez das fraquezas forças, após um desastroso 16º posto na qualificação para ao corrida de hoje, e a sua corrida foi dura, conseguindo subir até ao sétimo posto, mais do que suficiente para ser campeão, com um ponto de diferença para Sebastien Buemi, e dez sobre Lucas di Grassi. E na corrida, ambos ficaram na frente do piloto brasileiro, mas não se distanciaram o suficiente para o superar. E nisso, até teve a ajuda de... Bruno Senna, que foi o quarto no seu Mahindra.

O título de Piquet tem um sabor de justiça. Desde o "Crashgate" de Singapura, em 2008, a reputação do piloto brasileiro estava nas ruas da amargura. Fez uma carreira fora da Formula 1 e da IndyCar, andando no RallyCross, por exemplo, até que foi convidado em meados do ano passado para correr numa nova categoria, num carro totalmente novo. Aceitou o desafio sem problemas e conseguiu mostrar todo o seu talento, fazendo com que muitos, mesmo no Brasil, começassem a pensar de forma diferente sobre ele.

No final, duas vitórias, mais três pódios e uma volta mais rápida fizeram com que ele passe à história como o primeiro campeão na nova categoria elétrica. Mas a sua primeira vitória foi apenas em Long Beach, a sexta corrida do campeonato. A regularidade compensou.

Quanto à Formula E, as expectativas foram grandes, e em muitos aspectos, foram superadas. Os carros poderiam ser iguais, mas muitas das corridas foram bem disputadas. Há defeitos - só circuitos citadinos, alguns deles demasiado apertados, com o o de Battersea Park - mas as disputas até ao último momento atrairam fãs. 

A próxima temporada será diferente, porque os chassis serão feitos pelas equipas, com a FIA a ficar com as unidades de potência, que isso fica para 2017. Os custos aumentarão, é inevitável, mas no final, a industria automóvel - e nós - beneficiaremos disto tudo. Foi assim no passado, e será assim no futuro. 

Formula E em Cartoons: Nelson Piquet campeão! (Pilotoons)

E o Bruno Mantovani decidiu celebrar o título de Nelson Piquet Jr com este cartoon. Notem o detalhe do piloto que foi o quarto classificado na corrida de hoje. Esta geração é mesmo diferente da anterior...