domingo, 21 de Setembro de 2014

Youtube Motorsport Crash: A chuvada das Seis Horas de Austin

Falta menos de duas horas para o fim da corrida, mas já coloco por aqui o video daquele momento em que a chuva caiu e os pilotos começaram a "nadar" dentro dos seus carros... 

Já agora, quem me sugeriu isto foi o jornalista Patrick George, do Jalopnik, que está "in loco" a ver a corrida. Sim, as maravilhas do Twitter, meus amigos, dão nisto.

A foto do momento

Uma data de carros na gravilha, depois de deslizarem na chuva do Circuito das Americas, em Austin. Há cerca de 40 minutos caiu uma "tromba d'água" no circuito que fez deslizar os pilotos e provocou uma situação de bandeiras vermelhas. E em muitos aspectos, fez-me lembrar Nurburgring 2007!

No momento em que escrevo isto, a corrida das Seis Horas de Austin irá começar, mas será atrás do Safety Car.

sábado, 20 de Setembro de 2014

Youtube Classic Motorsport: Singapura, 1966

Singapura pode ser uma adição recente ao calendário da Formula 1, mas na realidade existe desde há mais tempo. Entre 1966 e 1974, houve uma corrida com esse nome num circuito desenhado numa zona chamada de "Thomson Road". Neste filme, falamos da edição inaugural dessa corrida, que aconteceu entre os dias 9 e 11 de abril de 1966, onde dezenas de carros e de motos, em várias corridas - incluindo uma de carros vintage! - correram num circuito serpenteado e veloz.

Vários pilotos locais participaram na corrida, com alguns estrangeiros, nomeadamente australianos e de Hong Kong, como Albert Poon. A prova rainha, uma corrida de Formula Libre, onde vários carros de várias categorias poderiam participar, foi ganha pelo local Lee Han Seng, a bordo de um Lotus 22 de Formula Junior.

Eis o filme da corrida.

CNR - Rali da Mortágua

Mais de um mês e meio depois do Rali da Madeira, o campeonato nacional de Ralis prosseguiu este sábado com o Rali da Mortágua. Com tudo resolvido no campeonato a favor de Pedro Meireles, a luta pelo título no rali ficou entre Porsche e Ford, mas no final, quem pode subir ao lugar mais alto do pódio foi João Barros, que levou a melhor sobre José Pedro Fontes em 2,6 segundos.

Antes do Rali da Mortágua, a grande questão era saber quem ficaria com o título de vice-campeão nacional. José Pedro Fontes, vencedor dos dois últimos ralis, parecia ser o melhor candidato, e ainda por cima a ausência de grande parte dos que lutaram pelo título - Ricardo Moura, Bernardo Sousa, Diogo Salvi - bem como o campeão nacional, Pedro Meireles, parecia ter facilitado a tarefa a Fontes.

Depois da especial de sexta-feira à noite, no centro da vila que dá o nome ao rali, o dia de hoje começou com José Pedro Fontes a partir ao ataque, garantindo uma vantagem de três segundos sobre a dupla João Barros e Jorge Henriques, que ia no Ford Fiesta R5. Adruzilo Lopes era o terceiro, no seu Subaru Impreza R4, mas tinha já uma diferença de vinte segundos sobre a liderança. Atrás, começava a haver uma luta pelo quarto posto entre o Citroen DS3 R3 de Paulo Neto e o Mitsubishi Lancer Evo IX de Ricardo Teodósio.

Nas especiais seguintes, Fontes começava a distanciar-se do Ford, chegando a conseguir um segundo por quilómetro. No final da segunda especial do dia, a vantagem tinha-se elevado para 11,6 segundos, e na terceira, tinham aumentado para 16,1 segundos sobre João Barros, enquanto que Adruzilo Lopes estava confortável no terceiro posto, mas a um minuto da liderança. Ricardo Teodósio era o quarto, no seu Mitsubishi, mas ele não podia descansar, porque Paulo Neto estava perto.

Contudo, na primeira classificativa da tarde, Barros consegur ganhar... 21,8 segundos sobre o piloto da Porsche e ficava na frente do rali. Depois, ficou-se a saber que a razão do atraso de Fontes tinha tido a ver com um problema no travão de mão. Resolvido o problema, passou ao ataque: na sexta especial do dia, voltou para o comando, com 2,6 segundos de vantagem sobre Barros. Contudo, este não se deixou intimidar e reagiu, conseguindo 4,7 segundos de vantagem, vencendo o rali por meros 2,6 segundos.

No final, José Pedro Fontes teve "fair play" e reconheceu a vitória do adversário: "O sistema de travagem perdeu óleo mas felizmente conseguimos resolver a situação e reabastecer o circuito com óleo que trazíamos no carro. O problema é que levámos pneus com cortes para a secção da tarde, a pensar na hipótese de chuva, e o desgaste dos pneus condicionou-nos naquele último troço. Apesar de tudo, parabéns ao João Barros que fez um bom rali e merece a vitória. Aquilo que nos aconteceu são situações que fazem parte deste desporto", comentou.

No lugar mais baixo do pódio esteve Adruzilo Lopes: “Foi um excelente rali onde voltámos a alcançar os nossos propósitos. Este ano, em sete provas disputadas conquistámos cinco vitórias e um segundo lugar, o que significa que conseguimos quase um ano perfeito. Controlámos do princípio ao fim, rolando até mais rápido na parte final da prova, numa altura em que já não era necessário, mas em Mortágua é impensável não ter um andamento rápido. Quero agradecer à ARC Sport por todo o empenho e dedicação que mais uma vez demonstrou, sendo gratificante que tenha alcançado mais um título aqui em Mortágua. Em Castelo Branco vamos tentar que o Vasco Ferreira consiga também o título de Grupo N”, disse.

Formula 1 2014 - Ronda 14, Singapura (Qualificação)

Sete milésimos de segundo são 33 centímetros. Em certos lugares, poderemos dizer que é do tamanho de um "pau de Cabinda", mas na realidade foi a diferença entre os Mercedes de Lewis Hamilton e Nico Rosberg, e foi esses 33 centímetros que resultou na "pole-position" do piloto britânico. Tudo o que aconteceu na qualificação de Singapura, com as expectativas que foram criadas, terminou com uma espécie de "tudo fica na mesma" e a confirmação da hierarquização atual nesta Formula 1, temporada 2014.

E na noite de Singapura, a reação espontânea de Nico foi suficientemente elucidativa: "Dammit!" Pudera...

A qualificação começou com alguma esperança por parte da concorrência, depois da Ferrari e da Red Bull se terem mostrado nos treinos livres, ficando no topo da tabela de tempos. Mas como sabem, normalmente, isso conta pouco ou nada, porque muitas vezes, os pilotos aproveitam para testar os seus carros em modo de corrida e deixam os outros a brilhar. 

Mas o que se pode ver logo na Q1 é que os pilotos estavam a usar os compostos moles no sentido de marcar logo um bom tempo. Exemplo disso foi quando nos primeiros minutos, o Sauber de Esteban Gutierrez fez o segundo melhor tempo, só para ver se conseguia o suficiente para ir ao Q2. Lá conseguiu, mas por exemplo, o seu companheiro de equipa Adrian Sutil foi um dos seis pilotos que ficou de fora dessa fase, acompanhado pelo Lotus de Pastor Maldonado, dos Marussia de Jules Bianchi e Max Chilton, e dos Caterham de Kamui Kobayashi e Marcus Ericsson.

Na Q2, as coisas decorreram de forma normal, com os pilotos a andarem devagar na pista nos primeiros metros, no sentido de conservarem melhor os seus pneus. Felizmente, não houve muitas queixas de pilotos afirmando que que tinham sido prejudicados por carros mais lentos - também, a largura da pista ajuda - mas no final da Q2, entre noticias de que pilotos como Jenson Button, Sergio Perez, Nico Hulkenberg, Esteban Gutierrez e Jean-Eric Vergne não tinham conseguido passar para a fase final, a visão dos Ferrari e da Red Bull nos primeiros lugares parecia que as indicações dos treinos livres poderiam acontecer e que a Mercedes poderia ficar de fora da "pole-position" ou até da primeira fila da grelha.

Quando começou a Q3, o tempo de Felipe Massa e o facto dos Mercedes tereo sido incapazes de o bater parecia carregar essa tendência, mas os minutos finais iriam encarregar de dissipar essa ilusão. E de um modo mais espectacular do que se julgava, pois parecia que tinham guardado o melhor para o fim. Que tiveram voltas perfeitas, em que deram 120 por cento, isso é verdade, e a frustração de Nico Rosberg exprime isso: ele deu tudo para ficar no primeiro lugar.

No meio disto tudo, o único problema da qualificação: os problemas de motor de Kimi Raikkonen, que o impediram de tentar uma volta final para melhorar o seu setimo posto na grelha de partida. Mas em termos de média de 2014, os Ferrari andaram bem melhor, com os dois carros no Q3 e com Felipe Massa entre eles. E foram apenas superados pelos Mercedes e pela Red Bull. Pode ser que Alonso tente uma gracinha e alcance o pódio...

Amanhã é dia de corrida. Não conto tanto com uma vitoria ou dobradinha dos Mercedes, pelo facto de esta ser uma corrida longa e de desgaste. São quase duas horas de competição, e há a previsão de três trocas de pneus, em média. Concentração é tudo e quem conseguir manter o carro até ao fim será o vencedor.

sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

A "foto" do dia

Na realidade, isto não é uma foto e sim uma representação artística. Trata-se de algo que não aconteceu... por um problema de secretaria. Este senhor é Jorge de Bagration, um espanhol de origem georgiana, um grande piloto em Espanha nos anos 60, 70 e 80, com uma carreira multifacetada entre ralis e Endurance.

Contudo, em 1974, De Bragaton arranjou um Surtees T16 e tentou correr no GP de Espanha desse ano, e teve a sua inscrição inicialmente assegurada. Mas poucos dias antes, houve uma mudança na direção do Automóvel Clube Espanhol e o anterior presidente limpou a secretária, levando até... a lista de inscritos do Grande Prémio. E tudo teve de ser feito de novo, onde o nome dele foi esquecido.

Bagration queria o patrocínio do El Corte Inglês, então já uma marca de lojas famosa em Espanha, mas pelo que se lê no site F1 Rejects, as coisas aparentemente não deram certo. E foi pena, pois acho que teria sido interessante.

Bagration, que na realidade era o pretendente ao trono do Reino da Georgia, morreu em 2008, aos 64 anos, mais de 25 anos depois de encerrar uma carreira prodigiosa, com várias vitórias em terras portuguesas, como Vila Real e Estoril, entre outros.

O calendário e mais algumas coisas sobre a Endurance

Na semana passada, um dos campeonatos que se esperava ser divulgado pela FIA era o do WEC, o Mundial de Endurance, mas tal não aconteceu. Provavelmente poderá acontecer neste fim de semana, durante as Seis Horas de Austin, mas uma olhadela esta quarta-feira ao site Le Mans Portugal revela algumas coisas sobre o calendário de 2015. Primeiro que tudo, o mal-estar em relação às Seis Horas do Bahrein, e depois, sobre a possibilidade de outras pistas a entrarem no jogo, como Montreal e Monza.

O Circuito Gilles Villeneuve de facto têm alguma tradição de receber outras corridas de outras categorias, como a NASCAR e a CART, e chegou a receber provas do extinto Mundial de Sport-Protótipos, no final dos anos 80 e inicio dos anos 90. Contudo, isso nunca ficou tão profundamente ligado como ficou a Formula 1, mas ver outra categoria por lá seria bem vinda, e poderia complementar, por exemplo, com a corrida de Austin.

Outro rumor que se têm ouvido era que Monza poderia aparecer no calendário. E ao contrário de Montreal, têm imensa tradição, nomeadamente os 1000 km de Monza, onde a par de Spa-Francochamps e Silverstone, para citar alguns, e alguns dos adeptos estranham ainda hoje a razão pelo qual ela não está no campeonato mundial de Endurance. Contudo, há esperança: o novo diretor do circuito é Ivan Capelli e já disse que gostaria de ter uma prova no calendário, umas "Seis Horas de Monza", o que seria ótimo. Resta saber se consegue convencer os responsáveis da FIA para os acolher no calendário, e caso a resposta seja positiva, seria uma excelente adição, em contraste com o Bahrein, que estará até 2017 no Mundial e do qual muitos torcem o seu nariz, devido ao ar de "novo rico", para não falar no registo duvidoso em termos de Direitos Humanos e afins...

Contudo, este não pode ser enorme, como é a Formula 1, por exemplo. Oito corridas de seis horas cada, como está neste momento, é exaustivo, e pensando que não, supera até os quilómetros que a essa categoria faz por temporada. E ter mais duas corridas, por exemplo, poderá ser "um passo dado demasiadamente depressa" por parte da FIA, apesar de ser algo que valha a pena, especialmente se incluir uma corrida numa das clássicas europeias.

E isso poderá vir na melhor altura possivel. As construtoras estão a virar para o WEC com curiosidade e entusiasmo. Se temos Audi, Toyota e Porsche, com a Lotus a aparecer e a partir de 2015, a Nissan, outros construtores poderão fazer a sua aparição, como a Subaru. E isso foi mais do que suficiente para que o jornalista Hayden Berns, do site Motorsport, escrever sobre a ascensão da Endurance, comparando-o com o Grupo C dos anos 80.

É verdade que o Grupo C e o Mundial de Sport-Prototipos nessa altura era algo fantástico, rivalizando com a Formula 1, e que a modificação dos regulamentos, em 1991, por Max Mosley, com a ajuda de Bernie Ecclestone, praticamente destruiu o campeonato, e os apreciadores tiveram de esperar vinte anos para voltar a ver um Mundial de Endurance, graças às ações de Jean Todt, que antes de ser o diretor desportivo da Ferrari, em 1993, ajudou a Peugeot a vencer duas edições das 24 Horas de Le Mans.

Se formos ver, hoje em dia, WEC e Formula 1 têm dois rumos distintos. A primeira dedica-se bastante à tecnologia híbrida nos seus motores e nos seus sistemas de recuperação de energia como o KERS, mas a Formula 1 têm coisas como o DRS e as asas móveis, para facilitar as ultrapassagens e proporcionar mais espetáculo. Claro que são duas coisas diferentes, não se pode comparar o incomparável - falamos de corridas de seis horas contra uma que têm um limite de duas horas, por exemplo - mas o jornalista dá um bom exemplo a favor da Endurance: a relevância dos dispositivos no nosso dia-a-dia.

"[Sobre a relevância no nosso dia-a-dia] Esta é outra área onde atualmente, as corridas de Endurance estão na liderança. As 24 Horas de Le Mans são uma vitrine para marcas novas e futuras tecnologias para o público. 'Está a ver este laser que pode ver muitos quilômetros na escuridão? Ele poderá estar no seu próximo carro de estrada da Audi!' (eu inventei esse exemplo agora). Mas isto é o que a Endurance moderna tem tudo a ver! Para muitos fãs, o som dos carros é um grande sucesso e uma necessidade absoluta para todos os que amam a modalidade. Mas você não acha que também é fantástico ter um Audi R18 E-Tron Quattro a fazer 340 + km/hora sem fazer um pio?"

E nas linhas seguintes, ele fala sobre a tecnologia híbrida e sobre os pneus. Um dos exemplos que dá é sobre a tecnologia que a Michelin está a fazer em relação aos seus pneus, que estão a fazer com que os carros de Endurance estão a poupar gasolina com o seu uso, como o "Michelin Green X Challenge", instituída pela ACO, o Automobile Club De L'Ouest, e já teve consequências: os pneus conseguem aguentar entre quatro e cinco paragens na boxe, o que numa corrida longa como é as 24 Horas de Le Mans, representa uma enorme poupança de pneus, e claro, o ambiente agradece.

Nos dois últimos parágrafos, lê-se mais um "whishful thinking" - ou seja, um desejo - do que uma realidade: que a Endurance poderá chegar ao pináculo do automobilismo e ser a melhor categoria, desalojando do lugar a Formula 1. Não que tal seja uma impossibilidade - o impossível não existe, como sabem - mas a Endurance têm apenas duas temporadas e há ainda algum caminho a percorrer. É certo que em 2015, haverá quatro marcas na LMP1 e outras virão, e claro, não poderemos expluir as privadas.

E também teremos que ver as categorias. São quatro neste momento (e em breve haverá a LMP3 para a Ásia), e todos têm em média 15 a 20 carros. Ter 50 carros em Le Mans ou Sebring pode não ser problema, mas em pistas mais pequenas, com tempos bem diferentes - em norma, quatro segundos por volta - é complicado. Berns fala que uma das categorias de GT poderá desaparecer, caso haja um excesso de procura por parte da LMP1, apesar de em 2015, teremos no máximo, 12 a 14 carros.

Talvez essa pergunta possa ter uma resposta dentro de cinco anos, mas é sabido que a Endurance está a viver o inicio de um período de ouro, e a Formula 1 está a alcançar o final de uma era, com Bernie e os demais atores a chegarem à terceira idade, como já expliquei há uns dias. Mas mesmo assim, temos de ter cautela. Muitos já disseram nos últimos vinte anos que iriam desalojar a Formula 1 na popularidade, e até agora, não tiveram sucesso. 

Formula 1 em Cartoons - Singapura pré-corrida (Cire Box)

Com a luta entre os dois pilotos da Mercedes, a saída de Luca de Montezemolo e a história das comunicações por rádio, resta saber como vai ser esta corrida debaixo das luzes...

Formula 1 em Cartoons - Singapura 2008 (Pilotoons)

Em Singapura, a história é curta, mas significativa. E claro, todos se lembram onde estava quando Nelson Piquet Jr. "bateu no muro" em 2008...

Top Gear na Argentina!

O site argentino Autoblog Argentina conta hoje que o pessoal do Top Gear estão por estes dias em Buenos Aires para fazer uma gravação. A ideia? Ir de San Carlos de Bariloche até Usuhaia, através da Ruta 40 da Patagónia. Os carros escolhidos? Um Ford Mustang Mach I, de cor derde; um Lotus Esprit de terceira geração, vermelho, e um Porsche 928 preto.

Saber qual é qual, é um exercício de escolha, mas sendo nacionalista que é, não admiraria que Jeremy Clarkson fique com o Lotus. Ou então, o Mustang. E o Richard Hammond teria o Porsche, mas sendo ele amante dos Muscle Cars, talvez fosse o feliz contemplado com o Ford verde. E o James May - mais conhecido por "Capitão Lento" - poderia ser dono do carro alemão ou do Lotus vermelho. Nunca se sabe.

Veremos como a aventura corre, e quando é que ele vai ser mostrado. Provavelmente, será um "especial de Natal mostrado algures em março...

P.S: Sendo ingleses na Argentina, não espero mais do que o Clarkson polemizar quando ver os cartazes na estrada dizendo "Las Malvinas son argentinas"... 

quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

A foto do dia


Em fim de semana de corrida noturna, Jean-Eric Vergne decidiu repetir o estilo de desenho "Tron" no seu capacete, como fez no ano passado. E comparado com o capacete anterior (a primeira das duas fotos que coloco aqui), acho que o deste ano está mais impressionante.

Este será a pista que a Formula E usará no Mónaco?

O Rodrigo Mattar divulgou esta quinta-feira o traçado que a Formula E poderá usar no Mónaco, na prova que será corrida a 9 de maio de 2015. E pelos vistos, o desenho será bem diferente ao que é usado pela Formula 1. 

Com metade do tamanho habitual, descerá por Ste. Devôte até a um gancho na Chicane do Porto, onde fará a ligação ao velho traçado, passando pela chicane da Piscina e por La Rascasse, passando pela meta. Não sei se a ideia é de não se comparar com a Formula 1 ou têm a ver com a duração das baterias, mas fica-se com uma ponta de desilusão ao usar metade do circuito e deixar de fora sitios como a subida do Casino, a descida do Mirabeau, o gancho da Loews e o túnel.

Mas enfim, pode nem ser o desenho definitivo, dado que nem no sitio oficial da Formula E, nem em outros lugares como o site Electric Autosport se fala do assunto. Bem pelo contrário, o circuito que se fala é o que poderá ser feito à volta do Battersea Park, em Londres.

Esmiuçado a entrevista ao Taki Inoue

Para quem ainda não sabe, eu, o Jaime Boueri e o Lucas Carioli entrevistamos por estes dias o ex-piloto de Formula 1 Taki Inoue, considerado um dos piores pilotos que jamais passou na categoria máxima do automobilismo. A entrevista, caso ainda mão tenham lido, encontra-se no site Motordrome e até agora poderemos dizer que é o nosso primeiro grande registo nos dezoito dias que este site já leva em termos de existência.

Gostaria que isto fosse a primeira de muitas entrevistas que faremos por lá, mas eu chego à conclusão de que ele é mesmo a pessoa que se mostra na Net: descontraído e galhofeiro. Mas mesmo ali, há sinais de orgulho, quando ele diz que ele não foi um piloto pagante (obviamente, foi o contrário), e para as perguntas mais óbvias, como a da ambulância na Hungria, responde com um simples "o video no Youtube explica tudo".

No meio das "galhofas", têm duas revelações interessantes: a primeira, que estava realmente assustado quando guiou o Simtek na chuva de Suzuka, em 1994, e que ele no inicio de 1996, ele já tinha assinado pela Minardi - logo, iria ser o companheiro de Pedro Lamy - e que um dos patrocinadores decidiu "puxar o tapete" à ultima da hora, deixando-o apeado "por uma m**** politica", segundo diz ele.

Outra pergunta interessante foi quando ele testou outro carro de Formula 1, quase vinte anos depois da sua última vez por lá. Gostou, disse que não tinha nada a ver com o seu tempo, e sobre a Formula 1 atual, foi mais implacável, e... um pouco contraditório. Diz que há pilotos semelhantes a ele, mas não há nenhum "Taki Inoue". E o Pastor Maldonado? Mas também diz que a Formula 1 por estes dias está "chata" e que quem vai ganhar será o Hamilton... se tiver cabeça.

De uma certa maneira, há um pequeno sentimento de desilusão, porque pensávamos que existisse algo mais substancial, mas pessoalmente, gosto de ver isto pelo copo meio cheio: entrevistamos um ex-piloto de Formula 1, e foi o Taki Inoue. Começamos pelo "fundo da tabela" e não foi um "Formula One Reject" qualquer. Acho que é um bom principio. Outros virão, espero eu.

quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

Youtube Motorsport Commercial: Um anuncio à união americana dos SportsCars

O pessoal do WTF1.co.uk, de onde tirei este anuncio, achou-o "arrepiante". Eu achei um anuncio medíocre...

Choverá em Singapura?

Segundo me contam, as previsões meteorológicas para o fim de semana de Singapura serão chuvosas, com tempestade, acompanhados de 30 graus de temperatura. Não sei até que ponto isto é real, pois normalmente, naquelas latitudes, é normal chover no final da tarde, inicio de noite, quando começa a corrida, e depois a pista seca rapidamente.

Poderá ser um falso alarme, mas é melhor ver no que isto irá resultar. Mas também poderá ser um motivo de interesse, caso chova enormemente, como costuma chover naquelas bandas.